Você sabe o que é fibromialgia?

Você sabe o que é fibromialgia? Eu também não sabia, mas segundo a Wikipédia, é:

“A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, disturbios de sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points).

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes, em pacientes com fibromialgia. Essas alterações podem ser o resultado de stress prolongado grave. Depressão maior e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são comorbidades comuns.[2] Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.”

E, segundo o blog Mulher de Fibra, de 2% a 3% dos brasileiros sofre desta síndrome. Aliás, você pode saber mais sobre a doença, o preconceito, falta de acessibilidade na web e na cidade e perrengues enfrentados por quem apresenta a síndrome por lá. Confira:

www.mulherdefibra.wordpress.com

Palavra da Semana: Resiliência

E a palavra da semana é ‘resiliência‘, definida pela Wikipédia como:

Resiliência ou resilência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material

[…]

Atualmente resiliência é utilizado […] para caracterizar pessoas que têm a capacidade de retornar ao seu equilibrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem lidar com problemas sob pressão ou estresse mantendo o equilibrio.

“Vem ni mim”, resiliência. “Vem ni mim”.

Design, Xintoísmo e a Alma das Coisas

Sempre fui um cara que valorizou mais o ser do que o ter. E muitas vezes, fico abismado com o nível de apego que muitas pessoas têm por certos objetos – seja um iPhone, uma BMW, um helicóptero, uma calça ou uma camiseta em especial. Ao mesmo tempo, olhando para o meu umbigo, muitas vezes me pego pensando, um pouco assustado, sobre a atração que uma interface ou objeto bem desenhado e funcional, exerce sobre mim.

O que poderia causar esta relação forte entre pessoas e objetos? Posso levanta várias suposições, mas hoje vi um post com um vídeo que me fez pensar que talvez seja uma questão espiritual, uma questão de energia.

A Alma das Coisas

Estava lendo o post A Alma das Coisas, no Blog Do Eugênio / Meu Jeito, uma ação da Brastemp para a linha Brastemp You e vi o trailer de um documentário que parece muito legal, Objectified, sobre design industrial. Parece que o documentário dá uma perspectiva bacana sobre design, em especial de objetos, e mostra o esforço e comprometimento envolvidos em criar um objeto de massa bonito e bacana.

E o título do post, A Alma das Coisas, me lembra de algumas idéias e conceitos que li há alguns anos sobre Xintoísmo, quando comecei estudar filosofias/crenças orientais, e que lembrei quando li o livro As Leis da Simplicidade, do John Maeda. E essas idéias e conceitos, embora não tenham mudado minha filosofia ou crenças, aumentaram muito o meu respeito pelo trabalho de artesãos e designeres, ao me fazer perceber o quanto colocam de energia, cuidado e um pouco de sua alma, junto à “alma” do que produzem.

O Xintoísmo é uma religião tipicamente japonesa, que tem fortes inclinações animistas: ou seja, atribui a objetos, seres e elementos uma alma ou energia vital. Às vezes até mesmo sentimentos. E de certa forma, isso explica o respeito que a cultura japonesa tem, de forma generalizada, para com os objetos e coisas.

Vejamos um pouco do que a Wikipédia nos conta sobre Xintoísmo e Animismo:

Xintoísmo

“O Xintoísmo, constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animista […] Existem kami [divindades] ligados a fenómenos meteorológicos (chuva, vento (Fujin), trovão…), e kamis associados à vida humana (vestuário, transportes, ofícios, etc.).

Animismo

“O termo Animismo foi cunhado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na sua obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). Pelo termo Animismo, ele designou a manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de “ânima”, que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma. Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: “Todas as coisas são Vivas”, “Todas as coisas são Conscientes”, ou “Todas as coisas têm ânima”.”

John Maeda, no seu livro As Leis da Simplicidade, nos dá uma visão mais pessoal no trecho onde ele elocubra sobre as relações entre esta crença, a cultura nipônica e o design japonês:

Sentir e Sentir Empatia: Aichaku

Quando crescemos, minhas filhas e eu aprendemos que tudo em nosso ambiente, incluindo objetos inanimados, possuía um espírito vivo que merecia respeito. “Mesmo uma xícara?”, perguntávamos. “Mesmo uma mesa?”, “Mesmo o papelzinho que embrulha o chiclete?” “Mesmo a casa em que vivemos?” A resposta sempre foi: “Sim”.

De acordo com o esse rígido código de vida, se eu pegar uma folha de papel em branco, amassá-la e jogá-la fola, mereço ser punido. Eu estaria negando a existência do papel para tarefas úteis e a vingança divina resultaria desse meu desrepeito demonstrado ao papel. O sistema de crença da minha família foi baseado na forma extrema do xintoísmo, que é uma antiga tradição japonesa de animismo.

[…]

O modernismo é o movimento de design que levou à aparência industrial clean de muitos objetos de nosso ambiente. Ele rejeitou o ornamento desnecessário em favor da exposição da verdade de um objeto por meio das matérias-primas que o produzem. A rica tradição japonesa de objetos de madeira e argila, quase perfeitos, manufaturados, parece construída com base nos mesmos princípios do modernismo. No entanto, uma faceta oculta do design japonês é esse tema animístico. As superfícies laqueadas com precisão de uma bento box japonesa são mais do que fina produção; essas superfícies – e as bento boxes que elas compõem – são essencialmente vivas. A caixa inanimada está de acordo com sua própria existência espiritual. Pode haver um apego emocional natural à força vital do objeto que é uma espécie de ornamentação profunda e oculta conhecida apenas por aqueles que conseguem senti-la.

Aichaku é o termo japonês para o sentimento de apego que uma pessoa sente por um artefato […] É um tipo de amor simbiótico por um objeto que merece afeição não pelo que faz, mas pelo que é. Reconhecer a existência do aichaku em nosso ambiente construído ajuda-nos a aspirar a criar design de artefatos pelos quais pessoas irão sentir empatia e também cuidar e possuir durante a vida inteira.

Costumo dizer que metade da beleza de uma mulher é sua postura, que acredito ser a forma como ela comunica ao mundo como é seu espírito. E talvez beleza seja justamente isto: traduzir em forma física aquilo que está na alma.

E você, como vai traduzir a sua?

Pequenas Revoluções. A história é feita de cotidiano

Eu acredito em revoluções. Acredito no poder das revoluções.

Não as grandes, aquelas que vão parar nas primeiras páginas de jornais ou em livros de história.

Eu acredito em pequenas revoluções, dessas que eu e você podemos fazer na sala de casa, no escritório, na rua a caminho da balada, no balcão da loja, através de um computador ou refletindo numa poltrona.

As grandes, aquelas das primeiras páginas de jornais ou livros de história, são apenas consequências e reflexos amplificados destas menores.

Revolucionar o mundo atrás de uma revolução em nossos pequenos mundos. Off-line ou on-line.

Um pouco cada dia porque eu acredito que a história é feita de cotidiano e cabe a nós, eu e você, homem ou mulher comum, escrevê-la.

Acredito que ações pequenas promovam grandes mudanças, acredito em teoria do caos e vejo a imagem de um fractal como um mantra sobre revolucionar. Provas visuais de que o grande é construído por seu similar em menor escal.a

Pequenas revoluções como estas:

  • Contruir sites acessíveis, que permitam que pessoas com deficiências o utilizem;
  • Compartilhar conhecimento em uma área dentro do seu país, aperfeiçoando mercados de trabalho;
  • Fomentar discussões para que as pessoas respeitem, valorizem e lute pela liberdadee responsabilidade – de expressão e imprensa.
  • Não se intimidar, se organizar e mobilizar quando grupos poderosos, temendo perder poder frente a novas tecnologias e relações sociais, tentam cercear sua liberdade;
  • Ceder tempo e recursos para promover um dia mais feliz e digno para pessoas necessitadas de alimento, dignidade, cultura e muitas vezes, apenas atenção.
  • Decidir por atuar comercial de forma responsável e respeitando o consumidor e desistir da cultura da malandragem

Há muito mais, várias outras revoluções acontecendo por aí. No futuro falarei de algumas delas e se você souber de alguma que mereça ser conhecida publique, comente ou me mande uma e-mail que eu publico aqui.

Enquanto isso, pense consigo quando é que você vai revolucionar.

‘braços

Lins relacionados:

Eu mato mosca com revista impressa, não em flash.

O ciberespaço é legal.

Nós vencemos distâncias, conversamos com velhos amigos e fazemos novos, ouvimos música legal que não conheceríamos através de rádios comerciais comuns, podemos conhecer e ensinar sobre vários assuntos, visitar museus e muito mais.

Também podemos conhecer o nosso carro dos sonhos. (e por enquanto, no meu caso, é só sonho mesmo!)

E o nosso querido hipertexto então? Pulamos de um assunto a outro como numa conversa real em uma mesa de bar, podemos ler jornais e revistas maravilhosas de qualquer lugar em “tempo real”.

Mas preciso ser sincero e dizer que, apesar de ser um geek, tem coisa que ainda é insubstituível e eu prefiro na versão off-line.

Por exemplo, pense na experiência interativa 3D hipermidíatica em tempo real que é uma conversa com seus amigos, ao vivo, numa mesa de bar que geralmente vem acompanhada de uma boa cerveja e aqueles petiscos mortais.

Ou lembre que apesar da experiência fantástica que é o site em flash da Mercedes mencionado acima, é muito melhor fazer um test-drive em velocidade real e sentindo o cheiro do couro.

Receber um cartão num envelope com papel artesanal e uma carta escrita a mão tem seu charme e é super legal pois denota carinho. Da mesma forma que um catálogo bem diagramado e impresso é muito estimulante e demonstra cuidado com o seu consumidor.

Porfim, lembre-se que apesar de já podermos “folhear” uma revista eletrônica, ela não terá textura de papel, cheiro de papel, e, por mais que eu possa ler jornais num Palm ou Notebook praticamente em qualquer lugar, não vou usar um site em flash para matar aquela mosquinha chata me incomodando agora no escritório.

Viva os prazeres do mundo off-line.

Celso, finalizando o site de A-Panel-A Multimídia.