Informação e consumidor emergente

Já disse algumas vezes e repito: tenho muito respeito pela visão do Fernand Alphen.

Mais um artigo genial dele no Webinsider:

O emergir do consumidor

Mário mora na periferia do Rio. Ele tem pouco mais de 20 anos e ganha trezentos e poucos reais com um emprego no supermercado. Mas uma coisa faz do garoto um cara diferente de seus pais, imigrantes nordestinos. Mário faz um bico vendendo DVDs piratas que ele mesmo confecciona. Dá pra tirar uns quinhentos por mês, dependendo da temporada de lançamentos.

Mário faz sucesso e não deixa barato: capricha no visual, nas roupas da moda, perfume e produtos de beleza. Sabe tudo o que pega e o que rola.

Essa é a diferença: o desejo de consumo.

Então seria a tal da nova economia uma das novidades desse novo Brasil? Sempre houve informalidade no Brasil. Todo mundo sempre fez bico. A cauda longa é velha nossa conhecida. Só não tinha nome bonito nem frequentava dez entre cada dez congressos para bonitos executivos.

O Mário tem internet faz tempo e também faz tempo que a internet para Mário não é só uma grana a mais. Mário vai nos blogs, frequenta comunidades, se liga nas novidades. Sabe mais de tendências do que a maioria dos bacanas que aplaudem a cauda longa.

Informação universalizada, democraticamente distribuída não quer dizer apenas mais instrução e mais consciência. Não quer dizer apenas mais oportunidades econômicas. Também quer dizer mais desejo.

E o desejo é o reforço positivo indispensável para emergir da sobrevivência.

Artigo completo no webinsider.

Entendendo Branding – Não é só marca ou logo bonitinho

Assunto que sempre falei aqui no Post-Its, o branding não é apenas ter uma marca ou um logotipo bonito.

Branding engloba uma gama enorme de características, posturas, posicionamentos e práticas de uma empresa para com seus públicos internos e externos: consumidores, fornecedores, funcionários, imprensa, etc. Na criação e oferta de produtos e serviços, no atendimento, na comunicação e muito mais.

Não sou uma autoridade no assunto, mas aproveitando a lista de 8 links para entender branding no site Branding e Marcas, da GlobalBrands, aproveito para fazer uma listinha com as vezes que mencionei duas empresas que considero ótimos exemplos de branding: o Google e a Apple, empresas cujos funcionamento e aparência de produtos e serviços refletem a filosofia e os princípios que afirmam seguir. Ao menos, na maioria dos casos.

Aproveitem

Google Chrome e Gtalk matando Internet Explorer e MSN Messenger

Acho que não precisa muito para o IE e o MSN Messenger serem atropelados pelos produtos Google Chrome e Talk. Bastaria, além das melhorias de escopo puramente técnicas, voltadas principalmente à segurança e estabilidade dos produtos, adicionar umas poucas funcionalidades para atender usuários corporativos e domésticos.

No Google Chrome

  • Disponibilizar add-ons do Firefox/Mozilla (e talvez do IE7).
  • Integrar ao Orkut (para o público doméstico).
  • Integrar melhor ao Google Calendar, Docs, Spreadsheets e Google Talk (para o público profissional principalmente).

No Google Talk (Gtalk)

O programa já é bom.

Na sua versão oficial, já tem uma velocidade de transferência maior e mais qualidade de áudio que o Messenger, além de permitir que você escreva “bíblias” (o Messenger tem limite de caracteres) e não ter publicidade em todo canto. Na versão Labs Edition, integra-se bem ao Orkut e ao Google Calendário, embora seja mais pesado e lento. Para matar mesmo o concorrente, bastaria dois ítens:

  • Permitir conversa entre múltiplos usuários.
  • Oferecer suporte a vídeo.
  • E para chutar cachorro morto: oferecer possibilidade de enviar emoticons e winkies ridículos (mas que não seja padrão!).

Uma vida 100% Google. Alguém faz uma aposta de quando isso acontecerá?

Discutindo a eficiência da Internet no Mix de marketing

[atualizado em 03/10/2008 Às 15h58]

Meu timming foi quase perfeito. Esse post esteve aqui em draft por alguns dias e só agora há pouco finalizei.

Dai que acabei de ir ao blog do Michel Lent para mencionar o post e vi que ele fez uma palestra que justamente discute alguns pontos que coloquei nesse post, durante o Digital Age, intitulada. Aliás, a apresentação está disponível lá no Viu Isso?. Aproveitem!

 

Dias atrás perguntei no Twitter se alguém tem alguém conhecia alguma pesquisa comparando retorno de mídias on e offline. A idéia é estudar a eficiência da web em relação a outros meios de comunicação, marketing e publicidade e discutir a distorção entre investimento e resultados nessa estória.

Pois hoje eu li no Viu Isso?, do Michel Lent Schwartzmann uma pesquisa que alimenta a discussão. O post é sobre uma pesquisa da eMarketer sobre como jovens americanos conhecem novos produtos e apresenta o gráfico abaixo:

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

No gráfico, publicidade e conversar com amigos foram as formas citadas por 62% e 61%, respectivamente. Enquanto websites institucionais ou de produtos ocupam 23%, outros sites 22% e blogs 7% e em cima disso comecei a especular:

Se blogs, brand website e “others sites” recebesse o mesmo volume de investimento financeiro e atenção que publicidade tradicional, não chegaria bem perto ou ultrapassaria bem perto os “líderes” Shopping/Browsing e Advertising com uma relação custo/benefício muito maior?

Pensemos: 7% dos blogs é mais que 10% do valor percentual de propaganda (65%). Acredito que o volume investido no primeiro não chegue a 3% do que é investido no segundo.

Continuando, Brand website aparece com 22%. E por experiência própria, sei que o valor investido não chega a 5% do que normalmente é investido em propaganda. E mais, o que é investido em Other sites (consideremos de mídia social, publicidade online, sites afins, internet press releases a links em sites de parceiros e assuntos relacionados ao produto).

E especulo um pouco mais: qual o custo e qual o ROI efetivo de ações online bem posicionados e outdoores, mídia externa, TV?

E estou querendo saber de quantidade de consumidor engajado, indo à loja, comprando, número reais e relevantes (não aqueles números criados pelo David Copperfield) ou mera medição de buzz, que muitas vezes só vende ego e a própria agência em Cannes.

Exemplificando, no A Vida Secreta, de junho de 2008 para cá, ocorrerm 3 ações promocionais: 2 publieditoriais e 1 “combo” conto + reviews: Um publieditorial para a Pantene, um para um site de relacionamentos e o combo para um fabricante de acessórios eróticos. Todas as ações com boa visitação, todos com uma média razoável de tempo gasto na página (ou seja, o usuário realmente tomou conhecimento do produto) e tiveram uma taxa de conversão (pessoas indo ao site destino da campanha, a partir do post) acima de 10% no primeiro mês e 5% após isso. Com detalhe de que a ação continua enquanto o site continuar e que a pertinência da ação e adequação ao nicho do site aumenta exponencialmente a chance de atingir consumidores qualificados e interessados no produto/serviço.

gora, a pergunta: um comercial de TV na Globo (brigando com o TiVO e o Zapping), um anúncio de página dupla na Veja (concorrendo com outras 70 páginas de publicidade) ou um outdoor em ponto nobre demandam quanto de investimento e geram quanto de engajamento (e faturamento, afinal) do cliente desejado? E se compararmos o alcance dos meios? E a audiência bruta, aquele monte de gente vendo o nome de sua empresa, marca, produto ou serviço? (Aliás, o Michel questiona essa desproporção entre investimento e visibilidade em websites numa das edições do PodCrer)

E a pergunta filha: não passou da hora do mercado repensar a sua lógica e seu funcionamento?

Pensem nisso agências, produtoras e anunciantes.

‘braços

PS: onde lemos “Talking to friends” está incluso conversar através de serviços como MSN Messenger, Google Talk, Meebo e redes sociais como Orkut, LinkDin, Via6, et cetera?

Roteiro para Entrevista de Emprego (SEO para Gerenciamento de Projetos)

Este post é um experimento de SEO (Search Engine Optimization – Otimização para Buscadores) sobre entrevista de empregos, gerência de projetos – e sobre assuntos correlatos como PMI (Project Management Institute) e PMBok (Project Management Body of Knowledge), claro – e também um exercício de galhardia, na forma de um roteiro para entrevista de emprego, versão hollywoodiana.

É só a primeira parte, e não sei se vai continuar.

0007 – Celso Bessa Quer Jogar
(Celso Bessa Wants to be a Player.)

Brasil – 2008
Elenco: Celso Bessa, Equipes de Recrutamento, Criação e Produção de uma empresa de comunicação bem conceituada no mercado.
Roteiro/Direção/Produção: Celso Bessa e a equipe da empresa acima mencionada

Fade in e efeito “cortina”, simulando abertura de olhos, imagem difusa e desfocada. 3 pessoas (personagens 2, 3 e 4) entram em quadro, melhorando o foco aos poucos, mas sem que imagem melhore o suficiente para reconhecer estes personagens. A câmera está na altura da cintura das 3 personagens em quadro, sugerindo a visão – em primeira pessoa – de alguém sentado (personagem 1).

Personagem 2, agressivamente:
– Então você usa Dreamweaver? Seu sujo!

Personagem 3, rindo debochadamente:
– Looser!

Personagem 4, rindo:
– Dreamweaver é para os fracos!

Personagem 2, se aproxima, dá tapa na cara do personagem 1:
– Fala! Fala que usa o Dreamweaver!
(Camera se move e desfoca, simulando o efeito do tapa e voltando lentamente ao foco e posição anterior, mas sempre acompanhando Personagem 2)

Personagem 1:
– Eu… eu… argh… eu gosto… hum… das ferramentas… de produti… produtividade dele…. aham… Essa coisa… de CTRL isso… CTRL aquilo…. trocar strings em…

Personagem 2:
– Você é fraco! Fraco! (pausa, baixa o tom de voz) Mas nós vamos te transformar em jogador forte. (personagem 2 fala agressivamente novamente). Forte, tá me entendendo? Fala que não vai mais usar o Dreamweaver!

(câmera balança horizontalmente, simulando um balançar de cabeça em negativa)

Personagem 1:
– Não, não mais… sem Dreamweaver… cof… sem, sem clicar naquele iconezinho… verde… com um Dw no meio. Eu juro!

Personagem 3:
– Ei, chefe.

(camera direcionada para personagem 3, que se aproxima do personagem 2 e mostra um papel sulfite)

Personagem 3:
– Olha só aqui no currículo dele. Além de fraco, é cego: tá estudando gerenciamento de projetos online e lendo material de PMBok da galera do trampo dele. Olha lá, mais um cara para ficar querendo dizer como fazer isso e aquilo com essa porcaria de certificação PMI… loooooser…

Personagem 4:
– Hahahahahahahahahahahahah, palhaço.

Personagem 2:
– Tsc, tsc. Acho que não tem salvação.

Personagem 1:
– Nããããão…. Eu vou… vou conseguir… Eu ainda não… não “tô” evangelizado… no PMBook… e eu… me viro bem até com notepad… eu edito até no papel… eu faço até XML e CSS do cenário de um boteco… no guardanapo!!!!

Personagem 2:
– Ah, é? Ah, é? Tu tá me zoando? (tapão na cara). Tá zoando, é, safado? Fanfarrão! Tá se achando o bonzão, então pede! Pede para entrar, pede para entrar! Pede!

Personagem 1:
– Eu quero… eu quero… (pausa, reunindo forças) Eu quero entrar!!!!

Personagem 2:
– Fala, fala para todo mundo ouvir!

Personagem 1, gritando:
– Eu quero, eu quero entrar!

Personagem 1, falando em tom normal:
– mas “pera aí”… esse filme não é outro?

(continua numa entrevista de emprego?)

PS1: Para quem não conhece, o PMI é o grupo que criou o que é considerado o principal padrão ou metodologia de gerenciamento de projetos, que pode ser usado em qualquer contexto: de tecnologia da informação a criação e lançamento de um produto manufaturado novo, de um serviço a consumidores a uma campanha de marketing B2B (Business-to-Business)

PS2: A idéia original era fazer uma cena bem parecida com a tortura que Bond sofre em 007 – Cassino Royale, logo após bater o carro. Mas a cena me dá arrepios e resolvi deixar de lado.

PS3: Para os sádicos e cinéfilos de plantão, segue abaixo o vídeo da cena do acidente e tortura do 007 – Cassino Royale. Aliás, o melhor filme da série. Recomendo. (a versão do link acima é direto a ponto)