Artigo: Eventos na era digital: conectando as pessoas – No Dica Evento

Artigo em que colaborei com a Líbia Macedo, fundadora da Conceito Lazer e coordenadora do curso de especializaçao em planejamento de eventos da Anhembi-Morumbi. Escrito a quatro mãos e publicado originalmente no site Dica Evento.

Eventos na era digital: conectando as pessoas

Eventos hoje em dia podem ser divulgados via Bluetooth, confirmados via SMS, comentados em um blog, acompanhados pelo Twitter, se transformarem em uma comunidade de orkut, assistidos no Facebook , revistos no YouTube ou em um site, no LinkedIn, etc.

O potencial dos eventos foi aumentado pela rede de comunição e tecnologia. E não me venha dizer que isso é o fim dos eventos. Isso é Oportunid@de de Impacto, é oportunidade de mais eventos para novos nichos e modismos. Novas e infinitas oportunidades.

E isso tudo é gerado por quem?

Não é por máquinas e sim por nós, que criamos ações para serem comentadas, divulgadas, criticadas, alteradas, vistas e frequentadas..

Como organizadores, mais do que estarmos antenados, precisamos perceber as oportunidades, usos e implicações da tecnologia. Não somente como novidade, mas também com as funcionalidades e mudanças que ela proporciona.

Os benefícios da tecnologia em eventos

A tecnologia veio para democratizar ações de eventos, num país que hoje tem 60 milhões de internautas, além de proporcionar outras maneiras de contato e formatos.

Algumas ocorrências interessantes:

  • Eventos em ilhas, grupos, comunidades e outros ambiente digitais: Second Life e clones (é, ainda tem gente que curte), Orkut, Facebook, Twitter, MMOG (Massive Multiplayer Online Games – Jogos Online Multijogadores Maçiço, já viu?), mashups de diversos sites e serviços, etc;
  • Chats, Video-chat e Videocast entre palestrante e platéia distante;
  • Perguntas enviadas via SMS, Twitter ou Facebook para a mesa diretora de uma conferência;
  • Aparelhos de obtenção e troca de informações como Palms, Spot me, Blackberries, iPhones, iPads, e outros Smartphones;
  • Votação eletrônica para pesquisa de satisfação on time;
  • Mestres de Cerimônias de bonecos virtuais interativos;
  • Robôs e hostess virtual;
  • Simuladores e games (em rede, via computador, via smarthphone, via consoles ou via browser);
  • Anais na forma de pen drive para serem utilizados durante o evento e inserção de comentários;
  • Credenciamento eletrônico e convites com código de barra;
  • Catracas com digitais;
  • Cenografia com holografia;
  • Interação através de realidade aumentada, como o fantástico Sounds of Hamburg (Sounds of Hamburg);
  • Feiras virtuais;
  • Batalhas de iPods;
  • Etc, etc, etc

Na era digital, além das ferramentas, temos o homem fruto deste momento, deste Zeitgeist.

Nos meus 40 anos de vida – podemos chamar nossa geração W, talvez? -, anexei a tecnologia digital ao meu cotidiano, ou ficaria obsoleta. A geração X cresceu com tal tecnologia, convivendo com esta desde a segunda parte da infância. A geração Y nasceu com a tecnologia digital fazendo parte do cotidiano. E a geração Z, que já está pintando por aí, pode ter uma relação tão íntima que a tecnologia não será mais vista como algo à parte do ser humano. Já somos considerados seres cibernéticos e perguntamos que nomes podemos dar à próxima mudança em nossa forma de interagir com o mundo, as pessoas e as informações. E com esta mudança de relações, o formato de eventos precisará mudar também. Na verdade, muita gente não notou, mas os eventos já estão mudando para refletir estas mudanças.

As pessoas são imediatistas. Pensam no aqui agora, têm menos tempo olhar à volta e perceber que as formalidades, códigos e hábitos devem se adaptar à globalização de costumes; a interatividade entre pessoas, grupos e culturas é maior. Isso tudo impacta também nos eventos: seja na forma de convidar, na maneira de servir, na relevância e formato das informações, no questionamento da qualidade de um evento ou serviço, no tempo de exposição.

Acreditamos que teremos eventos mais focados, de média ou curta duração e mais informais – talvez inspirados nas Flash Mobs. Eventos multi-plataformas e o surgimento de novos eventos advindos desse boom tecnológico. Para começar, já vimos nos últimos anos: Congresso de Educação Second Life; Concurso de melhor Blog; Prêmio de melhor site; Exposição de HoloArte; Desafio Wii, o ARG (Alternate Reality Games – ou uma mega gincana multimídia) Batman – The Dark Knight ou a experiência Cross-Media da série Lost, Rider – Curta o Caminho, a Campus Party, além dos já tradicionais FILE e MobileFest. E muito mais que vem por aí.

O mais importante nesta discussão é que a tecnologia não substitui o contato humano ao vivo e offline, e sim um meio para facilitar ou iniciar o contato social, que pode até se iniciar no virtual, mas como diz Peruzzolo (2009) “tem que ser vivido no humano, não no tecnológico”.

É hora de se conectar aos eventos da era tecnológica, das novas mídias, das redes sociais. Sem esquecer que o importante é continuar conectando pessoas.

E você? Está preparado para isto?

Conecte-se.

Líbia Macedo , com a colaboração de Celso Bessa

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Vaga para designer (webdesigner) no departamento de marketing da BRQ IT Services

Update:

Senhoras e senhores que enviaram seus e-mails com currículos e portifólios. Muito obrigado.

O processo de seleção chegou ao fim e todos os que enviaram os e-mails estarão no nosso banco de currículos para futuras oportunidades.

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Aê, criançada!

Assim como no ano passado, o departamento de marketing da BRQ IT Services precisa encontrar um novo profissional para auxiliar no crescimento da empresa.

Essencialmente, precisamos de um webdesigner que também tenha experiência em material gráfico, mas está aberto a quem cursa ou cursou publicidade, editoração, design gráfico, design digital, webdesign e afins, preencha os requisitos e está a fim de ralar (e é ralar mesmo) dentro de uma empresa – não em agência.

O lance aqui não é glamour.

Requisitos da vaga – Designer (webdesigner) no marketing de empresa de tecnologia da informação

  • Conhecer XHTML, CSS e semântica;
  • Dominar ferramentas Adobe (Ilustrator, Photoshop, Flash, Dreamweaver, Acrobat), Corel e Office (principalmente PowerPoint, afinal, o mundo corporativo não sobreviver sem isso);
  • Conhecimento básico de Javascript e PHP;
  • Afinidade com marketing, negócios e comunicação em geral;
  • Boa redação e inglês técnico;
  • DIFERENCIAL: Experiência em materiais impressos;
  • DIFERENCIAL: Conhecimento da plataforma WordPress e conhecimentos básicos de SEO – Search Engine Optimization

E afinal? Qual é a dessa BRQ IT Services e porquê eu seria webdesigner no departamento de marketing?

A BRQ IT Services é uma empresa de TI – Tecnologia da Informação a atende clientes de grande porte, principalmente no setor bancário e público (há uma lista de clientes logo abaixo). Provavelmente quando você paga algum imposto ou algum serviço no banco, em algum momento essa transação passará por um sistema projetado ou executado pela empresa.

Nos últimos anos, a BRQ tem crescido através de aquisições e crescimento orgânico e só em 2008 abriu 5 novas unidades em Fortaleza, Madrid, Nova York, Recife e Salvador. Além de ter efetuado 3 aquisições.

Abaixo você encontra o Sobre a BRQ oficial e no website da empresa pode encontrar mais informações institucionais, press-releases e notícias.

Sobre a BRQ IT Services

Fundada em 1993, a BRQ IT Services é uma das principais empresas de Serviços de TI do país. Focada em integração, desenvolvimento de aplicações sob medida e outsourcing de aplicações, possui grande know-how no setor financeiro, além de ser reconhecida também em outros segmentos. Atingiu o faturamento de R$ 150 milhões em 2007, mantendo um crescimento médio superior a 40% ao ano desde a sua fundação.

A BRQ tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife, Madri e New York e conta com 2.000 profissionais. Na lista de parceiros estão grandes fabricantes como IBM, Microsoft, Oracle, Adobe. Seu principal valor é a ética na relação com seus clientes e possui uma cultura de alta qualidade na entrega dos serviços. Possui clientes como: Bradesco Seguros e Previdência, Santander, Unibanco, Itaú, Citibank, HSBC, IBM, Icatu Hartford, Liberty Seguros, Pão de Açúcar, Petrobrás, Safra Nacional Bank, Sul América, dentre outros.

Como se candidatar à vaga de designer (webdesigner) no marketing BRQ IT Services?

Se você acha que tem essas características ou outras que pode ser valiosas para nós, envie seu currículo e link de portifólio para o e-mail marketingbrq{{arroba}}gmail.com e boa sorte.

‘braços

Celso Bessa

Promoção Minha Vida Secreta e Prêmio Amigo Secreto no AVS

Promoção dois-em-um para os mais saídinhos e mais saídinhas no A Vida Secreta. Segue trecho do post da campanha.

Promoção Minha Vida Secreta AVS / Over Sexy

Para participar da promoção Minha Vida Secreta, responda, em uma frase, à pergunta: como você define a sua vida secreta?

As 3 respostas mais criativas e pertinentes, segundo o julgamento da equipe A Vida Secreta, receberão kits com produtos Over Sexy – Sex Store.

Prêmio Amigo Secreto AVS / Lelo

Além disso, os participantes da promoção Minha Vida Secreta, que sejam donos, editores ou representantes de sites ou blog (vale Twitter!) participam do Prêmio Amigo Secreto AVS /Lelo: quem enviar mais leitores para o A Vida Secreta (segundo o bom e velho Google Analytics), ganha um acessório erótico da Linha Femme ou Homme da Lelo, considerada a Apple dos equipamentos eróticos.

Clique aqui para acessar as regras completas e formulário de participação.

PS: Não estou participando, óbvio. Sou organizador.

PPS: Tem um galera confundindo frase e parágrafos na hora de mandar a resposta. Cuidado que será desclassificado o que não for uma frase.

Pertinência e relevância na mídia publicitária

Ontem vi uma nota no BlueBus sobre Mídia em Cinema, com um profissional que faz parte do grupo ” exibidores e operadores da comercializaçao” clamando por mais investimentos em publicidade em cinema e usa o argumento de que 53% da população brasileira freqüentam o cinema.

Sinceramente, acho que falta o pessoal pensar mais em pertinência e relevância, como disse Felipe Iacoca em outra nota, também no Blue Bus hoje, e um colocar um freio nessa ânsia de mídia em todo lugar, de toda forma. O Felipe coloca isso muito bem:

” Sob esta lógica, 70% assistem novela, 53% vao ao cinema, 40% usam internet e 100% declaram utilizar papel higienico, entao vamos aumentar 1000% o investimento em mídia para cobrir TODO o share. Mídia nao é só alcance, nao é nada alcance, e sim relevância e pertinencia… Midia em banheiro já existe, caixa de pizza, mas no papel higienico… Estou ligando hoje na Melhoramentos e na Kimberley para fazer uma parceria. Cada folha uma logomarca. 100% de alcance. Meu Deus!!!”

(na nota , no Blue Bus)

Spaceball Toilte Paper, no filme SOS Tem um Louco Solto no Espaço (Spaceballs)

Spaceball Toilte Paper, no filme SOS Tem um Louco Solto no Espaço (Spaceballs)

Pois é. Me lembra o SOS – Tem Um Louco Solto no Espaço (Spaceballs), que ironiza o exagero de merchandising (product placement?) de Star Wars, colocando o logo do próprio filme em todo canto, inclusive no “Papel Higiênico Oficial do Filme“.

E convenhamos, com a quantidade de propaganda antes de cada filme em certas sessões, cinema deveria tornar-se serviço público. Depois, neguinho não entende porquê marketeiro virou palavrão e porquê ganham espaço a pirataria e o download de entretenimento em canais-extra oficiais (me recuso a chamar uma pessoa física que baixa um filme para entretenimento pessoal de pirata).

Menos galera, menos.

Discutindo a eficiência da Internet no Mix de marketing

[atualizado em 03/10/2008 Às 15h58]

Meu timming foi quase perfeito. Esse post esteve aqui em draft por alguns dias e só agora há pouco finalizei.

Dai que acabei de ir ao blog do Michel Lent para mencionar o post e vi que ele fez uma palestra que justamente discute alguns pontos que coloquei nesse post, durante o Digital Age, intitulada. Aliás, a apresentação está disponível lá no Viu Isso?. Aproveitem!

 

Dias atrás perguntei no Twitter se alguém tem alguém conhecia alguma pesquisa comparando retorno de mídias on e offline. A idéia é estudar a eficiência da web em relação a outros meios de comunicação, marketing e publicidade e discutir a distorção entre investimento e resultados nessa estória.

Pois hoje eu li no Viu Isso?, do Michel Lent Schwartzmann uma pesquisa que alimenta a discussão. O post é sobre uma pesquisa da eMarketer sobre como jovens americanos conhecem novos produtos e apresenta o gráfico abaixo:

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

No gráfico, publicidade e conversar com amigos foram as formas citadas por 62% e 61%, respectivamente. Enquanto websites institucionais ou de produtos ocupam 23%, outros sites 22% e blogs 7% e em cima disso comecei a especular:

Se blogs, brand website e “others sites” recebesse o mesmo volume de investimento financeiro e atenção que publicidade tradicional, não chegaria bem perto ou ultrapassaria bem perto os “líderes” Shopping/Browsing e Advertising com uma relação custo/benefício muito maior?

Pensemos: 7% dos blogs é mais que 10% do valor percentual de propaganda (65%). Acredito que o volume investido no primeiro não chegue a 3% do que é investido no segundo.

Continuando, Brand website aparece com 22%. E por experiência própria, sei que o valor investido não chega a 5% do que normalmente é investido em propaganda. E mais, o que é investido em Other sites (consideremos de mídia social, publicidade online, sites afins, internet press releases a links em sites de parceiros e assuntos relacionados ao produto).

E especulo um pouco mais: qual o custo e qual o ROI efetivo de ações online bem posicionados e outdoores, mídia externa, TV?

E estou querendo saber de quantidade de consumidor engajado, indo à loja, comprando, número reais e relevantes (não aqueles números criados pelo David Copperfield) ou mera medição de buzz, que muitas vezes só vende ego e a própria agência em Cannes.

Exemplificando, no A Vida Secreta, de junho de 2008 para cá, ocorrerm 3 ações promocionais: 2 publieditoriais e 1 “combo” conto + reviews: Um publieditorial para a Pantene, um para um site de relacionamentos e o combo para um fabricante de acessórios eróticos. Todas as ações com boa visitação, todos com uma média razoável de tempo gasto na página (ou seja, o usuário realmente tomou conhecimento do produto) e tiveram uma taxa de conversão (pessoas indo ao site destino da campanha, a partir do post) acima de 10% no primeiro mês e 5% após isso. Com detalhe de que a ação continua enquanto o site continuar e que a pertinência da ação e adequação ao nicho do site aumenta exponencialmente a chance de atingir consumidores qualificados e interessados no produto/serviço.

gora, a pergunta: um comercial de TV na Globo (brigando com o TiVO e o Zapping), um anúncio de página dupla na Veja (concorrendo com outras 70 páginas de publicidade) ou um outdoor em ponto nobre demandam quanto de investimento e geram quanto de engajamento (e faturamento, afinal) do cliente desejado? E se compararmos o alcance dos meios? E a audiência bruta, aquele monte de gente vendo o nome de sua empresa, marca, produto ou serviço? (Aliás, o Michel questiona essa desproporção entre investimento e visibilidade em websites numa das edições do PodCrer)

E a pergunta filha: não passou da hora do mercado repensar a sua lógica e seu funcionamento?

Pensem nisso agências, produtoras e anunciantes.

‘braços

PS: onde lemos “Talking to friends” está incluso conversar através de serviços como MSN Messenger, Google Talk, Meebo e redes sociais como Orkut, LinkDin, Via6, et cetera?