Desenvolvimento e Qualidade de Vida: distribuir para crescer

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Placa no Café Segafredo no Aeroporto de Frankfurt

Alemanha – Principais cidades

Na Alemanha predominam as cidades de porte médio: o país possui cerca de 80 grandes cidades (com mais de 100 mil habitantes), das quais apenas 14 excedem os 500 mil habitantes. Característica é a distribuição descentralizada das metrópoles, ou seja, ao longo dos extremos geográficos da Alemanha.

(http://www.dw-world.de/dw/article/0,,938786,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf.)

Isso é, ao mesmo tempo, causa e efeito. E reforça o que escrevi no ano passado, no post Entrevista de Michel Lent Schwartzman ao Conexão Biz. Se não viu isso, veja. :

“… uma crença que tenho que a economia e sociedade brasileira terá uma melhora sensível somente com a valorização do pequeno e médio. Talvez seja muita influência do taoísmo, mas creio que essa valorização deve ser geral: o pequeno e médio empresário, voz e oportunidades a extratos sociais e econômicos intermediários e baixos, gerar dinamismo cultural e econômico nas cidades médias em contraposição a metrópoles, et cetera.””

Acreditem, crianças, isso faz toda a diferença em viver com qualidade de vida ou viver tudo meio gambiarra.

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27 dias para a Alemanha e contando – Idioma e Comunicação

In principio erat Verbum
[…]
Omnia per ipsum facta sunt…
(*)

“A invenção da imprensa é o maior acontecimento da história. É a revolução mãe… é o pensamento humano que larga uma forma e veste outra… é a completa e definitiva mudança de pele dessa serpente diabólica, que, desde Adão, representa a inteligência.”
Victor Hugo, Nossa Senhora de Paris, 1831

No texto 30 Dias Para a Alemanha e Contando, eu comentei sobre duas das minhas lembranças mais antigas de simpatia pela Alemanha: um episódio clássico do desenho Pica-Pau e um comercial da Kohlback Motores.

Penso que o primeiro contato empático e simpático com a Alemanha foi justamente o idioma, o código básico sem o qual nenhuma comunicação pode acontecer: seja através de imagens, da escrita, da fala, é preciso haver um conjunto de códigos, um idioma, para que possa haver comunicação. E se não bastasse a importância óbvia de se comunicar direito em uma viagem para o estrangeiro, o idioma alemão e a importância da Alemanha na comunicação sempre exerceu fascinação sobre mim.

As origens do idioma alemão estão entres os diversos dialetos da Europa Central – origens compartilhadas com muitas línguas anglo-saxônicas – e um pouco de latim. Digamos que é uma zona fronteiriça que se tornou um território independente e forte. No Brasil, esse processo ainda está acontecendo e é ainda mais forte, visto que nosso idioma tem origem na convergência de diversas línguas e culturas: português, toda a família Tupi, os grupos linguísticos africanos, e, em menor intensidade, todas as línguas dos grupos que migragram para nosso país. Essa dinâmica cultural e linguística normalmente leva os países a assumirem influência histórica muito grande. E se hoje o Brasil passa a exercer, cada vez mais, influência cultural, política e econômica, como defendido por muitos, a Alemanha, sua cultura e seu idioma teve papel fundamental no que talvez tenha sido a maior revolução da Era Cristã: a Reforma Protestante.

Sem entrar em pormenores – você pode encontrar isso facilmente n’O Grande Oráculo Divino ou na Wikipedia – a reforma só se tornou uma revolução de grandes proporções por causa da criação, por Johannes Gutenberg, da imprensa com tipos móveis, que permitiu a Martinho Lutero ousar questionar a Igreja Católica espalhando panfletos com seus manifestos, em alemão, por todo o canto. Até então, a informação era muito controlada, pois os livros sagrados do catolicismo, que regiam a vida de todos, eram escritos em latim, e qualquer publicação era feita à mão, num ritmo lento e capacidade de produção muito limitada. Como poucos sabiam ler e o acesso a livros era difícil, poucos tinham subsídios para questionar os fundamentos da ordem vigente. O invento de Gutenberg e a ousadia de Lutero abriram caminho para oposições, discussões, e pavimentou o caminho para a comunicação e alfabetização de massa. Por consequência, isso tudo permitiu que idéias fossem espalhadas mais facilmente e independente de seu autor estar presente num local.

Sem medo de usar um clichê, o que veio depois, é história: Rousseau, Victor Hugo, Marx, Hitler e Goebbels, Saramago, Eu, a Ulrike e você leitor pudemos nos comunicar com o mundo.

A “culpa” é dos alemães.

Schreib mal und lies mal!

Escreva! Leia!

‘braços

Celso Bessa

* = No princípio era o Verbo
[…]
e todas as coisas foram feitas por ele…

(Evangelho de João, Capítulo 1, Versículos 1 e 3)

30 dias para a Alemanha e contando

…se não sais de ti, não chegas a saber quem és … é necessário sair da ilha para ver a ilha…
(José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida)

Se você entrar no meu perfil, verá que está escrito Germanófilo. Aliás, está escrito em português, inglês, e alemão.

Não sei porquê e não sei quando começou essa paixão pela Alemanha.

Talvez tenha sido aquele episódio do desenho Pica-Pau “chamando o Dr. Hans Chucrute“, talvez tenha sido uma propaganda dos motores Kohlback (“coloca o língua no céu da boca e diz: kohhllllllllllback”), talvez a seleção alemã de futebol na Copa de 1986, a bandeira estilosa com aquela águia mal-encarada no meio (agora é sem a águia, que é o brasão de armas do país), o Kraftwerk, Beethoven, Bauhaus (a escola) e a história do design, aquele oba-oba todo sobre a ossada do Dr. Josef Mengele nos anos 1980 ou algo no gênero.

O fato é que sempre tive uma queda pela cultura e história alemã, pelo idioma e pela psicologia do povo alemão. Há muito quero conhecer a Alemanha e em 30 dias, estarei lá, realizando o sonho.

E as pessoas perguntam: por quê Alemanha?

A resposta mais honesta é: Ich weiss nicht! (Eu não sei!)

Já dei diversas respostas para essa pergunta, enumerando N motivos para gostar da Alemanha e provavelmente todas são verdadeiras. A mais freqüente é que acho que são povos muito diferentes, e ultrapassar as diferenças entre as pessoas e povos é um dos assuntos que mais me interessa. Mas só isso não se justifica.

De qualquer forma, pretendo descobrir mais sobre os motivos dessa paixão a partir de 26 de dezembro, quando serei o guia oficial da Ulrike – minha amiga alemã de Frisenheim e escritora do Honeymood – pelas ruas de São Paulo, dos meandros do ser paulistano e das feijoadas com caipirinhas e cerveja gelada da maior cidade brasileira. E na sequência ela será minha guia pelos caminhos da Alemanha, do povo alemão, e também dos vinhos e cervejas alemãs, afinal, além de riqueza cultural, se há algo que estes povos tão diferentes compartilham é o gosto pela boa comida e pela boa bebida.

E podem acreditar que vou brindar cada descoberta, seja gastrônomica, etílica, cultural ou pessoal.

Prost! Saúde!

Michel Lent, Educação Empreendedora, Cicarelli etílica, RAF e o Hino Nacional

Auto retrato de Celso Bessa no FlickrPois é, crianças. Eu estou vivo!

Porém, muito trabalho e muitas tarefas de faculdades me impedem de blogar direito.

Então, só para não passar mais 10 dias em branco, anote aí:

Por hoje é só!

‘braços, ouvindo o Hino Nacional Brasileiro.

O mundo é uma colméia

Die Unglaubliche Mopedbienenhexe - Beta 3A Mopedbiene (abelha motorizada, em alemão) agora tem um blog, o Honeymood.

Mopedbiene é o apelido de Ulrike Le Bras. Uma amiga alemã, inspiração para a minha ilustração Die Unglaubiche Mopedbienehexe .

Ulrike é professora de idiomas em Frisenheim, uma pequena cidade no estado de Badem-Württemburg, no sul da Alemanha. Ensina alemão para estrangeiros, inglês e francês para alemães e se apaixonou pela língua portuguesa e pelo Brasil. Só por isso, nota-se que ela é uma pessoa que adora culturas e povos diferentes.

Recentemente, ela passou a dar aula a um grupo de alunos de diferentes países. A experiência tem sido tão rica que ela decidiu iniciar um blog a partir dos episódios vivido com este grupo. O primeiro post, Tea and toast and honeymood (escrito em inglês), está no endereço http://mopedbiene.wordpress.com/2007/03/22/tea-and-toast-and-honeymood/ e trata da abordagem e tolerância frente a diferenças culturais e religiosas. Para mim mostra um ótimo exemplo da dinâmica fractal do universo, como o macrocosmo ecoa ou reflete microcosmo. Um ótimo exemplo de que o mundo é uma colméia cada vez menor, mas muitas vezes, as abelhas não se entendem.

Se eu conseguir um tempinho para traduzir para o português, publico aqui. Enquanto isso, você pode utilizar a ferramenta de idiomas do Google ou o Free Web Translator, que apesar de não serem perfeitos, permitirão a leitura e compreensão do texto em português.

‘braços

go = Bap (feat. Laith Al-Deen: Kristallnach e webradio BermundaFunk.de