RIP Remix – Um Manifesto pelo Remix. Documentário open source sobre copyright, propriedade intelectual, crowd-sourcing e afins

Acabei de ver o trailer de um documentário que parece ser muito bacana:  RIP Remix – A Remix Manifesto, de Brett Gaylor.

Tratando sobre propriedade intelectual, colaboração, open source, crowdsourcing,  e afins, o livro tem entrevistas com diversas figuras defensoras de alternativas mais flexíveis ao copyright, como a licença GPL, Creative Commons e afins. Incluíndo aí o Lawrence Lessig e o ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, conhecido por usar e estimular uso de ferramentas e posturas open source, inclusive no ministério(*). 

O projeto RIP Remix também parece ser bem colaborativo e aberto na forma que foi realizado e divulgado. Menos coletivo na realização que o livro brasileiro Para Entender a Internet (**), por exemplo, é interessante pois o diretor deu muita liberdade para pessoas do mundo todo remixar as imagens brutas que gravava, levando a uma edição diferente do que ele faria se fosse o único “dono” do projeto. 

Já a divulgação, aposta no apoio de colaboradores e expectadores, permitindo que o filme seja baixado pelo preço que o expectador escolher, e estimulando-o a fazer exibições públicas do filme. 

Abaixo o link para o site oficial (em inglês) e o trailer do documentário.

Vou baixar, assistir, e em cima do quanto eu gostar, baixo de novo e faço o meu preço. Acho que é justo não?

RIP Remix – A Remix Manifesto: www.ripremix.com

* = um bom exemplo da postura open source / colaborativa do Ministério da Cultura é o plug-in Gerenciador de Capas, para WordPress, usado pelo ministério em seu portal e disponibilizado gratuitamente nos sites Xemelê e Software Público. Eu uso em 4 sites de clientes e agradeço muito à equipe web do MinC pelo bom trabalho.

** = Recomendo enfaticamente a leitura de Para Entender a Internet, organizado pelo Juliano Spyer e com mais de 40 autores craques em internet e cibercultura.

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Post-it: Tapa no Brecht, o amanhã que se pantere

Mesmo sendo usuário da internet desde 1996 e profissional na área desde 1998, ainda fico meio impressionado com algumas coisas que acontecem no ciberespaço.

Aquele vídeo Tapa na Pantera foi uma febre, mas, sinceramente, nunca achei muita graça. O fato é que a atriz do vídeo, Maria Alice Vergueiro, ganhou destaque com o dito vídeo.

Hoje, estava verificando o wordpress e na lista de “blogs que mais crescem” estava um tal de Lírio do Inferno. O nome me chamou atenção e fui conferir. Já fiquei interessado ao ler no subtítulo “Canções de Bertolt Brecht, Kurt Weill e Hans Eisler, por Maria Alice Vergueiro“, pois venho procurando saber mais sobre Bertold Brecht e Kurt Weill (eles aparecem em 5 lições de alemão da Deutsche Welle que estudei recentemente). Mas a minha surpresa maior foi descobrir que era o blog da Maria Alice, atriz que já tem uma boa kilometragem mas só agora vem aparecendo na “velha grande mídia“, graças ao YouTube.

Impressionante como mesmo com essa “folha corrida” dela, apenas com estas novas ferramentas de comunicação (que vêm quebrando o velho esquema emissor-recepção em massa e substituindo por emissão E recepção em massa) vem sendo conhecida pelo público jovem, e os já não tão jovens assim. E olha que me considero um cara informado e interessado em teatro.

Outra surpresa foi saber que ela gravou um disco com canções de Brecht/Weill, mas ainda não lançou por causa das questões de direitos autorais. Eu tenho certeza que ambos seriam a favores de iniciativas como o Creative Commons e liberariam na boa, mas como não podemos certeza, só posso torcer que uma fita ou cdzinho caia na mão de algum creative common anarquista e corra a web em programas de compartilhamento (por enquanto estão lá no site via Odeo Player) e que a Maria Alice arrebanhe mais freqüentadores para o teatro.

Como diriam meus poucos amigos no teatro, ao desejar boa sorte: merda!

‘braços

Celso Bessa
(go = Fantômas: Rosemary’s Baby; Tim Maia: Guiné Bissau, Moçambique e Angola; Não-sei-quem-interpretando Mutter Courage do Brecht e do Weill)

Post-It: O que estou lendo – replicando o René de Paula Jr.

Dando um repique ao post O que estamos lendo do René de Paula Jr. (mais um dos meus “heróis”), minha pequena lista de o que estou lendo:

Post-It: Festa do Jornal Epidemia (software livre, compartilhamento, propriedade intelectual, etc)

Repassando o material que o Miguel, do Impropriedades Intelectuais, me passou por e-mail e publicou no blog em http://impropriedades.wordpress.com/2007/05/18/festa-lancamento-do-jornal-epidemia/

Festa: lançamento do jornal Epidemia

Neste sábado, no Bar B, vai rolar a festa de lançamento do jornal Epidemia. Todos estão convidados.

clique para ampliar (filipeta)

O Epidemia é um pequeno jornal dirigido principalmente ao público universitário, e que fala sobre questões variadas de propriedade intelectual, tais como: software livre, cópias de livros, compartilhamento de arquivos pela internet, patentes de remédios e de sementes. A idéia é oferecer um contraponto ao discurso mais corrente na mídia, que repete “pirataria” (quando quer dizer “cópia não autorizada”) e “quebra de patente” (quando quer dizer “licenciamento compulsório”) como palavras de ordem, e sustenta como uma lei natural a idéia de que “mais propriedade intelectual = mais desenvolvimento” (sem revelar que praticamente não há estudos empíricos que apóiem essa tese).

Recentemente comecei a participar do grupo que bolou esse jornal. É um grupo diverso (estudantes e professores universitários, economistas, artistas, programadores), que, embora tenha uma orientação geral de esquerda, não é vinculado a nenhum partido. Além de publicar esse jornal, os objetivos práticos são publicar um livro com textos mais aprofundados sobre o assunto (que já está em andamento); e, a médio prazo, fomentar um movimento social em defesa do conhecimento e da cultura livres, por meio do diálogo entre as várias iniciativas já existentes. (Por isso a idéia de juntar temas aparentemente díspares, como sementes e software.)

A festa será uma oportunidade para trocar idéias, conhecer o jornal e o grupo; quem quiser poderá pegar exemplares para distribuir em faculdades ou outros lugares. O ingresso para a festa custará R$5, que serão apenas para custeá-la: esta primeira edição do jornal está sendo paga inteiramente com contribuições voluntárias dos membros do grupo.

A festa deve contar com um grupo de samba de raiz, DJ, projeções de vídeo, poesia e performances. (Há uma companhia de teatro participando do grupo; deve vir coisa fina.)

  • O quê: festa de lançamento do jornal Epidemia
  • Onde: Bar B (R. General Jardim, 43; metrô República)
  • Quando: 19 de maio de 2007, a partir das 21h
  • Quanto: R$5

Argumentos contra o copyright, por Fernand Alphen. Viva o Creative Commons!

Primeiro, desculpem não publicar com frqüencia nos últimos dias. Culpa de toneladas de trabalhos, estudos e projetos.

Segundo, leiam o texto do Fernand Alphen , da F/Nazca, no Webinsider, intitulado: O Copyright é entrave à memória, difusão e organização.

Trechinho:

“A excessiva proteção aos direitos autorais não estaria sendo um real – e inflexível – entrave não somente à difusão de conhecimento mas também à perpetuação da memória cultural?”

Não é segredo que sou entusiasta do Creative Commons, inclusive na minha página do Flickr e aqui no blog há diversas ilustrações sob licença Creative Commons, além de textos defendendo ou comentando o assunto. Mas se você é do tipo que só dá atenção a um conceito quando defendido por um figurão, espero que o texto do Fernand abra seus olhos.

Creative Commons no Celso Bessa Post-Its: