Lojas Americanas.com Proibida de Vender no Rio e Amazon no Brasil

Eu já não compro na Americanas.com há um bom tempo – desde minha dramática experiência com a Americanas.com, anos atrás – e tenho evitado comprar no Submarino, do mesmo grupo. Esta semana, duas notícias me deram um certo alento e espero que sirvam para fazer o e-commerce brasileiro realmente amadurecer e respeitar o consumidor.

Americanas.com é proibida de vender no Rio

A loja online Americanas.com está proibida de fazer novas vendas no Estado do Rio de Janeiro até que regularize suas entregas atrasadas.

[…]

De acordo com o promotor Júlio Machado, autor da ação civil, a empresa estaria vendendo mais produtos do que possui capacidade de entregar.

A ação foi imposta em janeiro deste ano, depois de uma onda de reclamações feitas por clientes em relação às compras de fim de ano não entregues.

De acordo com O Globo, cerca de 500 reclamações contra a Americanas.com são enviadas ao jornal diariamente.

Fonte: Revista Info.

E a Amazon, a maior empresa de E-commerce no mundo – copiada por outras empresas em todos os países, inclusive aqui – está chegando no Brasil. Certamente, vai dar uma sacudida nos concorrentes.

Amazon Chega ao Brasil

A Amazon está aportando no Brasil. A maior varejista eletrônica do mundo deve iniciar sua operação por aqui no fim deste ano ou no início de 2012. Para isso, já negocia com editoras brasileiras a conversão, em grande escala, de títulos nacionais em e-books, além de vender por aqui seu leitor de livros digitais, o Kindle. “Estamos em contato com o emissário da Amazon. E ele está conversando com várias editoras locais”, revela Sérgio Machado, presidente da Record, uma das maiores empresas do setor editorial no país.

Mas a Amazon não vive só de livros. Ao contrário. No ano passado, suas vendas nesse segmento (reforçadas por discos, consoles de games, software e downloads) foram responsáveis por menos da metade do faturamento de 34 bilhões de dólares da empresa – que atualmente vende itens tão diversos quanto acessórios automotivos e ervas para gatos. A companhia americana confirma que tem “planos para o Brasil”, mas guarda segredo sobre eles.

Fonte: Blog do E-commerce

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Informação e consumidor emergente

Já disse algumas vezes e repito: tenho muito respeito pela visão do Fernand Alphen.

Mais um artigo genial dele no Webinsider:

O emergir do consumidor

Mário mora na periferia do Rio. Ele tem pouco mais de 20 anos e ganha trezentos e poucos reais com um emprego no supermercado. Mas uma coisa faz do garoto um cara diferente de seus pais, imigrantes nordestinos. Mário faz um bico vendendo DVDs piratas que ele mesmo confecciona. Dá pra tirar uns quinhentos por mês, dependendo da temporada de lançamentos.

Mário faz sucesso e não deixa barato: capricha no visual, nas roupas da moda, perfume e produtos de beleza. Sabe tudo o que pega e o que rola.

Essa é a diferença: o desejo de consumo.

Então seria a tal da nova economia uma das novidades desse novo Brasil? Sempre houve informalidade no Brasil. Todo mundo sempre fez bico. A cauda longa é velha nossa conhecida. Só não tinha nome bonito nem frequentava dez entre cada dez congressos para bonitos executivos.

O Mário tem internet faz tempo e também faz tempo que a internet para Mário não é só uma grana a mais. Mário vai nos blogs, frequenta comunidades, se liga nas novidades. Sabe mais de tendências do que a maioria dos bacanas que aplaudem a cauda longa.

Informação universalizada, democraticamente distribuída não quer dizer apenas mais instrução e mais consciência. Não quer dizer apenas mais oportunidades econômicas. Também quer dizer mais desejo.

E o desejo é o reforço positivo indispensável para emergir da sobrevivência.

Artigo completo no webinsider.

Entendendo Branding – Não é só marca ou logo bonitinho

Assunto que sempre falei aqui no Post-Its, o branding não é apenas ter uma marca ou um logotipo bonito.

Branding engloba uma gama enorme de características, posturas, posicionamentos e práticas de uma empresa para com seus públicos internos e externos: consumidores, fornecedores, funcionários, imprensa, etc. Na criação e oferta de produtos e serviços, no atendimento, na comunicação e muito mais.

Não sou uma autoridade no assunto, mas aproveitando a lista de 8 links para entender branding no site Branding e Marcas, da GlobalBrands, aproveito para fazer uma listinha com as vezes que mencionei duas empresas que considero ótimos exemplos de branding: o Google e a Apple, empresas cujos funcionamento e aparência de produtos e serviços refletem a filosofia e os princípios que afirmam seguir. Ao menos, na maioria dos casos.

Aproveitem

Google Chrome e Gtalk matando Internet Explorer e MSN Messenger

Acho que não precisa muito para o IE e o MSN Messenger serem atropelados pelos produtos Google Chrome e Talk. Bastaria, além das melhorias de escopo puramente técnicas, voltadas principalmente à segurança e estabilidade dos produtos, adicionar umas poucas funcionalidades para atender usuários corporativos e domésticos.

No Google Chrome

  • Disponibilizar add-ons do Firefox/Mozilla (e talvez do IE7).
  • Integrar ao Orkut (para o público doméstico).
  • Integrar melhor ao Google Calendar, Docs, Spreadsheets e Google Talk (para o público profissional principalmente).

No Google Talk (Gtalk)

O programa já é bom.

Na sua versão oficial, já tem uma velocidade de transferência maior e mais qualidade de áudio que o Messenger, além de permitir que você escreva “bíblias” (o Messenger tem limite de caracteres) e não ter publicidade em todo canto. Na versão Labs Edition, integra-se bem ao Orkut e ao Google Calendário, embora seja mais pesado e lento. Para matar mesmo o concorrente, bastaria dois ítens:

  • Permitir conversa entre múltiplos usuários.
  • Oferecer suporte a vídeo.
  • E para chutar cachorro morto: oferecer possibilidade de enviar emoticons e winkies ridículos (mas que não seja padrão!).

Uma vida 100% Google. Alguém faz uma aposta de quando isso acontecerá?

Discutindo a eficiência da Internet no Mix de marketing

[atualizado em 03/10/2008 Às 15h58]

Meu timming foi quase perfeito. Esse post esteve aqui em draft por alguns dias e só agora há pouco finalizei.

Dai que acabei de ir ao blog do Michel Lent para mencionar o post e vi que ele fez uma palestra que justamente discute alguns pontos que coloquei nesse post, durante o Digital Age, intitulada. Aliás, a apresentação está disponível lá no Viu Isso?. Aproveitem!

 

Dias atrás perguntei no Twitter se alguém tem alguém conhecia alguma pesquisa comparando retorno de mídias on e offline. A idéia é estudar a eficiência da web em relação a outros meios de comunicação, marketing e publicidade e discutir a distorção entre investimento e resultados nessa estória.

Pois hoje eu li no Viu Isso?, do Michel Lent Schwartzmann uma pesquisa que alimenta a discussão. O post é sobre uma pesquisa da eMarketer sobre como jovens americanos conhecem novos produtos e apresenta o gráfico abaixo:

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

Pesquisa Emarketer Sources Used to Leearn About New Produtcs

No gráfico, publicidade e conversar com amigos foram as formas citadas por 62% e 61%, respectivamente. Enquanto websites institucionais ou de produtos ocupam 23%, outros sites 22% e blogs 7% e em cima disso comecei a especular:

Se blogs, brand website e “others sites” recebesse o mesmo volume de investimento financeiro e atenção que publicidade tradicional, não chegaria bem perto ou ultrapassaria bem perto os “líderes” Shopping/Browsing e Advertising com uma relação custo/benefício muito maior?

Pensemos: 7% dos blogs é mais que 10% do valor percentual de propaganda (65%). Acredito que o volume investido no primeiro não chegue a 3% do que é investido no segundo.

Continuando, Brand website aparece com 22%. E por experiência própria, sei que o valor investido não chega a 5% do que normalmente é investido em propaganda. E mais, o que é investido em Other sites (consideremos de mídia social, publicidade online, sites afins, internet press releases a links em sites de parceiros e assuntos relacionados ao produto).

E especulo um pouco mais: qual o custo e qual o ROI efetivo de ações online bem posicionados e outdoores, mídia externa, TV?

E estou querendo saber de quantidade de consumidor engajado, indo à loja, comprando, número reais e relevantes (não aqueles números criados pelo David Copperfield) ou mera medição de buzz, que muitas vezes só vende ego e a própria agência em Cannes.

Exemplificando, no A Vida Secreta, de junho de 2008 para cá, ocorrerm 3 ações promocionais: 2 publieditoriais e 1 “combo” conto + reviews: Um publieditorial para a Pantene, um para um site de relacionamentos e o combo para um fabricante de acessórios eróticos. Todas as ações com boa visitação, todos com uma média razoável de tempo gasto na página (ou seja, o usuário realmente tomou conhecimento do produto) e tiveram uma taxa de conversão (pessoas indo ao site destino da campanha, a partir do post) acima de 10% no primeiro mês e 5% após isso. Com detalhe de que a ação continua enquanto o site continuar e que a pertinência da ação e adequação ao nicho do site aumenta exponencialmente a chance de atingir consumidores qualificados e interessados no produto/serviço.

gora, a pergunta: um comercial de TV na Globo (brigando com o TiVO e o Zapping), um anúncio de página dupla na Veja (concorrendo com outras 70 páginas de publicidade) ou um outdoor em ponto nobre demandam quanto de investimento e geram quanto de engajamento (e faturamento, afinal) do cliente desejado? E se compararmos o alcance dos meios? E a audiência bruta, aquele monte de gente vendo o nome de sua empresa, marca, produto ou serviço? (Aliás, o Michel questiona essa desproporção entre investimento e visibilidade em websites numa das edições do PodCrer)

E a pergunta filha: não passou da hora do mercado repensar a sua lógica e seu funcionamento?

Pensem nisso agências, produtoras e anunciantes.

‘braços

PS: onde lemos “Talking to friends” está incluso conversar através de serviços como MSN Messenger, Google Talk, Meebo e redes sociais como Orkut, LinkDin, Via6, et cetera?