Eleições brasileiras no Cracked

Status

As eleições brasileiras foram para na Cracked.com. Que orgulho!

“Election season in Brazil closely resembles the race for fifth grade class president. It is what democracy hallucinates after dropping acid in front of Cartoon Network.”

Confira em http://www.cracked.com/quick-fixes/the-one-country-whose-elections-are-crazier-than-usas/

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Bátima – Feira da Fruta: antropofagia cultural modernista e a cultura do remix

Ator Cesar Romero como Coringa

Bátima – Feira da Fruta: a antropofagia cultural modernista e a cultura do remix

Bátima – Feira da Fruta não é só um vídeo clássico de dublagem tosca cheia de palavrões e piadinhas em cima de um episódio da série clássica do Batman dos anos 1960. É, na melhor tradição modernista de antropofagia cultural, um dos melhores exemplos da cultura do remix, do reúso e mashup que ganhou tanta força com a tecnologia digital e a web em especial.

E a agora ganha mais força com o lançamento de sua versão em quadrinhos e colaborativa, numa irônica apropriação da apropriação da apropriação, com o projeto Feira da Fruta em Quadrinhos.

trecho da história em quadrinhos Feira da Fruta

Conheça o projeto de quadrinhos colaborativos Batman – Feira da Fruta em Quadrinhos. http://www.facebook.com/FeiraDaFrutaEmQuadrinhos

Conheça o projeto dos quadrinhos e aproveite este clássico do vídeo, agora com versão remasterizada em melhor definição. Dos quadrinhos para TV, da TV para a Web, da web de volta para os quadrinhos. A Tia do Bátima ficaria orgulhosa.

Maradona censurando o Google

A Justiça argentina quer superar a brasileira. Li essa na Folha Online agorinha e ri muito (mas no fundo eu quero chorar!):

Maradona proíbe Google de associá-lo a sites de sexo

A Justiça argentina determinou que os sites de busca retirem qualquer vínculo que associem o nome de Diego Maradona a páginas de pornografia e prostituição.

Google e Yahoo! de mostrarem fotos do ex-jogador argentino entre os resultados das buscas relacionadas a páginas de sexo. Os sites têm cinco dias para cumprir a ordem judicial, segundo a imprensa local.

Até na babaquice os dois países andam competindo, é impressionante.

Babado Judiciário: Joaquim Barbosa x Eros Grau (ou como diria o Coisa: tá na hora do pau)

“Tá na hora do pau!”
(Ben Grimm, O Coisa, em Quarteto Fantástico)

“It’s clobberin’ time!”
(Ben Grimm, The Thing, Fantastic Four)

Estou quase me mudando para o Rio Grande do Sul só para poder votar no Dr. Jorge, o Steve Jobs (e agora, Boris Casoy) do judiciário. Dessa vez, nos proporciona cobertura completa do embate (digamos, filosófico) entre os Ministros do Supremo Joaquim Barbosa e Eros Grau:

Bate-boca no Supremo

Não custa lembrar que os Ministros do Supremo são, ou deveriam ser, indicados pelo Presidente da República entre os bacharéis em Direito com mais de trinta e cinco anos, notório saber jurídico e ilibada conduta moral.

Estão dizendo que depois do quid pro quo só sobrou pros dois serem maiores de 35 anos.

Atenção à ironia Casoyniana no texto do bom doutor. Só faltou ele dizer como Boris original: Isto é uma vergonha!

:-)

27 dias para a Alemanha e contando – Idioma e Comunicação

In principio erat Verbum
[…]
Omnia per ipsum facta sunt…
(*)

“A invenção da imprensa é o maior acontecimento da história. É a revolução mãe… é o pensamento humano que larga uma forma e veste outra… é a completa e definitiva mudança de pele dessa serpente diabólica, que, desde Adão, representa a inteligência.”
Victor Hugo, Nossa Senhora de Paris, 1831

No texto 30 Dias Para a Alemanha e Contando, eu comentei sobre duas das minhas lembranças mais antigas de simpatia pela Alemanha: um episódio clássico do desenho Pica-Pau e um comercial da Kohlback Motores.

Penso que o primeiro contato empático e simpático com a Alemanha foi justamente o idioma, o código básico sem o qual nenhuma comunicação pode acontecer: seja através de imagens, da escrita, da fala, é preciso haver um conjunto de códigos, um idioma, para que possa haver comunicação. E se não bastasse a importância óbvia de se comunicar direito em uma viagem para o estrangeiro, o idioma alemão e a importância da Alemanha na comunicação sempre exerceu fascinação sobre mim.

As origens do idioma alemão estão entres os diversos dialetos da Europa Central – origens compartilhadas com muitas línguas anglo-saxônicas – e um pouco de latim. Digamos que é uma zona fronteiriça que se tornou um território independente e forte. No Brasil, esse processo ainda está acontecendo e é ainda mais forte, visto que nosso idioma tem origem na convergência de diversas línguas e culturas: português, toda a família Tupi, os grupos linguísticos africanos, e, em menor intensidade, todas as línguas dos grupos que migragram para nosso país. Essa dinâmica cultural e linguística normalmente leva os países a assumirem influência histórica muito grande. E se hoje o Brasil passa a exercer, cada vez mais, influência cultural, política e econômica, como defendido por muitos, a Alemanha, sua cultura e seu idioma teve papel fundamental no que talvez tenha sido a maior revolução da Era Cristã: a Reforma Protestante.

Sem entrar em pormenores – você pode encontrar isso facilmente n’O Grande Oráculo Divino ou na Wikipedia – a reforma só se tornou uma revolução de grandes proporções por causa da criação, por Johannes Gutenberg, da imprensa com tipos móveis, que permitiu a Martinho Lutero ousar questionar a Igreja Católica espalhando panfletos com seus manifestos, em alemão, por todo o canto. Até então, a informação era muito controlada, pois os livros sagrados do catolicismo, que regiam a vida de todos, eram escritos em latim, e qualquer publicação era feita à mão, num ritmo lento e capacidade de produção muito limitada. Como poucos sabiam ler e o acesso a livros era difícil, poucos tinham subsídios para questionar os fundamentos da ordem vigente. O invento de Gutenberg e a ousadia de Lutero abriram caminho para oposições, discussões, e pavimentou o caminho para a comunicação e alfabetização de massa. Por consequência, isso tudo permitiu que idéias fossem espalhadas mais facilmente e independente de seu autor estar presente num local.

Sem medo de usar um clichê, o que veio depois, é história: Rousseau, Victor Hugo, Marx, Hitler e Goebbels, Saramago, Eu, a Ulrike e você leitor pudemos nos comunicar com o mundo.

A “culpa” é dos alemães.

Schreib mal und lies mal!

Escreva! Leia!

‘braços

Celso Bessa

* = No princípio era o Verbo
[…]
e todas as coisas foram feitas por ele…

(Evangelho de João, Capítulo 1, Versículos 1 e 3)