Cabeça-Tubarão, o livro.

Lembram da campanha de marketing para lançamento do livro Cabeça-Tubarão no Omelete?

Pois é, fui um dos ganhadores e ganhei o livro e a minha opinião sobre livro é: gostei e não gostei.

Cabeça-Tubarão, o livro e a experiência midíatica tipográfica.

Adorei. O livro é ótimo nas experimentações: as ilustrações feitas a partir de letras, as sugestões de imagens a partir de palavras inseridas no meio de textos, as citações e referências à cultura pop em geral. Até a capa é muito bacana.

Eu diria que é o Tarantino escrevendo um texto após ler assistir Amnésia e muita poesia concreta, como aquele poema do Pignatari, Cloaca, ou um poema dos irmão de Campos, e portanto, um ótimo exemplo de experimentação com a forma. Professores de literatura poderiam utilizar em sala de aula.

Cabeça-Tubarão, o livro e a experiência literária

Detestei. O conceito (e conceito é a palavra-chave neste livro) e argumento é bom, muito bom, mas o ritmo e o estilo são confusos na tentativa de parecer moderno ou revolucionário. Algumas frases realmente me lembram aquelas frases de efeito bem viajadas que o Carlinhos Brown usa. Uma idéia boa, mas a execução ficou muito, muito aquém das minhas expectativas.

Mato ou leio o tubarão?

Pra resumir, vou guardar o livro por ter adorado os aspectos físicos e por gostar de livros anos depois para comparar se ainda penso e sinto o mesmo. Se algum amigo te emprestar, leia. Se não, economize seu rico dinheirinho.

‘braços

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3 respostas em “Cabeça-Tubarão, o livro.

  1. Olha o cara, de pau!

    Se nos vermos antes da mudança definitiva para a Alemanha, em alguns anos, eu te empresto.

    ‘braços

    Celso

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