Post-It: Humilde e pobre não são sinônimos

Eu gosto muito dos textos do Marinho no Blue Bus. O de hoje toca num ponto que sempre comento e discuto com muita gente: o quanto as pesquisas e idéias do mundo publicitário estão longe da nossa realidade.

Citando a PNAD, divulgada pelo IBGE na semana passada, Marinho tece alguns comentários muito interessantes. Reproduzo um trecho abaixo:

Marinho | Pesquisa do IBGE revela q brasileiros humildes movem o país

O grande mérito da PNAD é mostrar aos brasileiros a verdadeira cara do Brasil. Por incrível que pareça, no mundo das agências de publicidade e em muitos departamentos de marketing de empresas importantes, nao é difícil achar quem se surpreenda diante da informaçao de que o salário médio mensal dos 10% mais ricos do país em 2006 estava na casa dos R$ 4 mil. E que cabe aos milhoes de brasileiros humildes, que batalham todo dia para manter o emprego (ou encontrar um novo), que comemoram cada conquista e dependem do carnê para concretizar seus sonhos de consumo – a tarefa de efetivamente mover esse país adiante.

Só acho que ele derrapa ao utilizar humilde e pobre como sinônimos. E como o texto critica a percepção “nublada” das agências e profisisonais do consumo, então, seria bom que os “bois” tivessem os nomes corretos para manter a clareza de perspectiva.

De qualquer forma, vale uma lida:

www.bluebus.com.br/show.php?p=1&id=79373

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4 respostas em “Post-It: Humilde e pobre não são sinônimos

  1. Lí uma matéria no Estado de São Paulo de Sábado que tratava exatamente sobre este assunto: o aumento da renda do trabalhador brasileiro. Devo dizer que o Marinho esqueceu de citar que o Nordeste foi a região do país que teve maior crescimento da renda do trabalhador (12,1%), maior inclusive, do que a renda média do país: 7,1%. Mas ainda assim, é o salário mais baixo do Brasil (R$ 595, se não me engano).

  2. Bom. A democracia republicana tradicional está mais para “ontade da maioria”. Alguns dizem que é opressão da maioria pois seu modelo implica que as minorias devem acatar o que a maioria decidiu.

    Em tese, se a maioria da população é de classes mais baixas, deveriam “mandar” mais. Na prática, no Brasil, a forma com que a democracia republicano é implantada não permita que isso ocorra. E isso ocorre em diferentes graus em todos os outros países que a implantaram.

    Acho que a democracria utópica jamais será atingida, mas tenho uma crença profunda que as novas ferramentas de comunicação e interação através do ciberespaço vão levar à uma democracia melhor, pois – novamente em tese – mais pessoas de diferentes classes poderão realmente mostrar oque pensam ou desejam sem um representante (vereadores, deputados, sindicalistas, et cetera?). Cada um possuindo mais liberdade, e arcando mais com A RESPONSABILIDADE, por suas opiniões, desejos e ações.

    Mas esse caminho ainda é longo e tortuoso.

    Piados!

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