Post-it: Tapa no Brecht, o amanhã que se pantere

Mesmo sendo usuário da internet desde 1996 e profissional na área desde 1998, ainda fico meio impressionado com algumas coisas que acontecem no ciberespaço.

Aquele vídeo Tapa na Pantera foi uma febre, mas, sinceramente, nunca achei muita graça. O fato é que a atriz do vídeo, Maria Alice Vergueiro, ganhou destaque com o dito vídeo.

Hoje, estava verificando o wordpress e na lista de “blogs que mais crescem” estava um tal de Lírio do Inferno. O nome me chamou atenção e fui conferir. Já fiquei interessado ao ler no subtítulo “Canções de Bertolt Brecht, Kurt Weill e Hans Eisler, por Maria Alice Vergueiro“, pois venho procurando saber mais sobre Bertold Brecht e Kurt Weill (eles aparecem em 5 lições de alemão da Deutsche Welle que estudei recentemente). Mas a minha surpresa maior foi descobrir que era o blog da Maria Alice, atriz que já tem uma boa kilometragem mas só agora vem aparecendo na “velha grande mídia“, graças ao YouTube.

Impressionante como mesmo com essa “folha corrida” dela, apenas com estas novas ferramentas de comunicação (que vêm quebrando o velho esquema emissor-recepção em massa e substituindo por emissão E recepção em massa) vem sendo conhecida pelo público jovem, e os já não tão jovens assim. E olha que me considero um cara informado e interessado em teatro.

Outra surpresa foi saber que ela gravou um disco com canções de Brecht/Weill, mas ainda não lançou por causa das questões de direitos autorais. Eu tenho certeza que ambos seriam a favores de iniciativas como o Creative Commons e liberariam na boa, mas como não podemos certeza, só posso torcer que uma fita ou cdzinho caia na mão de algum creative common anarquista e corra a web em programas de compartilhamento (por enquanto estão lá no site via Odeo Player) e que a Maria Alice arrebanhe mais freqüentadores para o teatro.

Como diriam meus poucos amigos no teatro, ao desejar boa sorte: merda!

‘braços

Celso Bessa
(go = Fantômas: Rosemary’s Baby; Tim Maia: Guiné Bissau, Moçambique e Angola; Não-sei-quem-interpretando Mutter Courage do Brecht e do Weill)

3 respostas em “Post-it: Tapa no Brecht, o amanhã que se pantere

  1. “Aquela florzinha… com pétalas branquinhas e um amarelinho no meio… qual é o nome mesmo? Margarida! MARGARIDA, TRAZ MEU CHÁ!”
    Eis que vem a MArgarida e… quebra o pescoço!

    Um pio!

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