O fator humano – trate gente como gente

Uma vez, conversava com um amigo no metrô de São Paulo sobre a necessidade de haver maquinistas “pilotando” o metrô e dizendo o nome de cada estação se tudo poderia ser controlado por computadores e pré-gravado?

Dentre os vários motivos que discutimos, um em especial merece ser destacado: humanos, exceto os geeks fanáticos de plantão, tendem a não gostar de máquinas.

É muito mais agradável ouvir uma nova voz dizendo “Estação Ana Rosa” a cada viagem- com seus trejeitos, timbres e inflexões – do que ouvir uma máquina dizendo: ES.TA.ÇÃO..A.NA..RO.SA. Também transmite mais segurança, e respeito, ver que há uma pessoa no comando e conduzindo o trem do que contar com a “infalibilidade” de um sistema eletrônico pré-programado.

Bem desagradável, por exemplo, é ligar para uma empresa e ficar passando de um menu automático a outro, ouvindo uma voz digitalizada. Muitas empresas ainda não perceberam que dão um tiro no pé ao economizar uns trocados quando instalam esses sistemas automáticos ou ainda sistemas de e-commerce que são maquinalmente (de)eficientes: estão deixando clientes descontentes, deixando de fazer negócios e jogando a imagem da empresa no lixo. Fazendo exatamente o inverso do que mandam as cartilhas de branding, marketing de relacionamento e também esquecendo o que deveria ser principal guia em qualquer atividade social: o bom senso.

Como muitas empresas demoram para entender o recado, vou ser mais explícito:

Trate gente como gente, porra!

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3 respostas em “O fator humano – trate gente como gente

  1. Automaticamente me lembrei do : “Estação Brigadeiro” :D
    Beijo!

  2. Adorei esse post…..eu e milhaaaaaares de pessoas detestamos ligar p/ uma empresa e ser atendida por um computador com um menu chatíssimo, sem contar a Telefonica, q é pior ainda, pois além de digitar temos q falar com a máquina tbem rs Bjkas Xu…

  3. Pois é, ainda temos a Telemar, agora com atendimento eletrônico personalizado. Você liga o 10331 e literalmente conversa com o aparelho. Tipo, você vai para um telefone público, liga para o serviço de atendimento Telemar e fica falando sozinho, em voz alta, coisas desconexas para quem está na fila atrás de você. Onde vamos parar….

    Bons ventos!

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