Post-it: ONG Repórteres sem fronteiras questiona exigência de diploma no jornalismo

Post-it rápido – pois o dia está corrido – sobre uma notícia que li hoje no Conjur e reproduzo um trecho aqui.

“Exigência de diploma

Repórteres sem Fronteiras defende jornalismo sem diploma

A ONG Repórteres sem Fronteiras protestou contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que reafirmou a obrigação do diploma de nível superior para exercer a profissão de jornalista. A decisão do STJ foi tomada no dia 8 de novembro.

É jornalista aquele trata ou produz informação. Essa decisão parece-nos contrária à liberdade de imprensa e até mesmo, de modo mais amplo, à liberdade de informar. A competência jornalística não depende de capacitação a priori, pois está ligada à prática da profissão‘[…]”

Só algumas observações:

  • Mais uma vez os interesses de uma classe passam por cima de da coletividade. Corporativismo forte.
  • O enorme descompasso entre a visão do poder público e a realidade da maioria das pessoas. Se no mundo offline o descompasso já é gritante, no mundo web então é exacerbado.
  • O que me estimula é que o Brasil está cheio de leis natimortas ou leis que não são aplicadas de fato justamente por esse descompasso entre o poder público e a realidade. A realidade atropela e passa por cima das leis, sem dó.

E tenho certeza que a realidade web – novas tecnologias e relações sociais, profissionais e informacionais – vai atropelar essa canetada.

PS: aproveitem e leiam o texto O poder da mídia no Brasil e no Mundo e acessem o site da ONG Repórteres sem Fronteiras para conhecer mais sobre imprensa, liberdade e responsabilidade de imprensa.

9 respostas em “Post-it: ONG Repórteres sem fronteiras questiona exigência de diploma no jornalismo

  1. Pingback: Pequenas Revoluções. A história é feita de cotidiano « Celso Bessa Post-its

  2. Celso,
    Já ouviu A Lente do Barão Vermelho? Pois é…
    Todos nós somos repórteres, se o requisito for apenas criar informação. Mas considerar que a competência depende apenas da pratica desqualifica aqueles que estudaram e ralaram com o objetivo de serem repórteres compententes. Não é simples, mas eu ficaria com a restrição sim. Na minha profissão vejo muitas coisas erradas feitas por caras que se acham sabidos em tecnologia gráfica.
    Au revoir.

  3. Socorro.
    Estou ameaçado de morte pelo narcotráfico. Eu e minha família. Sou jornalista, moro em Guarabira-PB e estou escondido para não morrer. As autoridades policiais não estão me dando o apoio necesário. Denunciei a rota do narcotráfico e policiais envolvidos.
    Meu telefone é (83) 8834-8242.
    Email – hj-araujo@bol.com.br. Socorro, pelo amo de Deus.

  4. Não é o diploma que vai fazer de você um grande jornalista, porém, o diploma é uma ferramenta que regulamenta a nossa profissão, daí sua importância. Antigamente, quando ainda não existia o curso de Comunicação Social (habilitação em Jornalismo), muitos jornalistas “por profissão” obtiveram a carteira com base na “experiência”. Mas, agora, na minha opinião, precisamos sim reforçar a regulamentação. Saudações jornalísticas! Alessandra Zocrato, Jornalista Profissional, Psicopedagoga e Professora de Arte, Filosofia Sociologia e Português.

    Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil.

  5. Oi Alessandra. Obrigado por sua mensagem e comentário.
    Infelizmente, estou correndo muito e não posso entrar num debate mais profundo. Mas para dar um início:

    Como exatamente o diploma regulamenta a profissão?

    Não é pessoal ou limitado à jornalistas, mas, generalizando, no Brasil, as organizações de classes como sindicatos, guildas, ordens, e assemelhados tendem sempre ao fisioligismo. Reconheço a importância teórica das associações, mas na prática cumprem mais o papel de advogar e e se proteger do que algum papel real e prático de auto-regulamentação levando outros interesses sociais que não o próprio ou um controle efetivo de qualidade, responsabilidade e ética de seus profissionais ou dos cursos que os formam. Como disse, generalizo, mas não precisa olhar muito à volta para perceber que na tudo no Brasil que envolve grupos tende a ser deturpado, pelos próprios integrantes ou por conta de fatores externos. Há excessões? Há, ma como o mesmo nome diz, são excessões.

    ‘braços e obrigado por participar.

    Celso Bessa

  6. SOU REPÓRTER, OU MELHOR! FAÇO TUDO QUE UM JORNALISTA COM DIPLOMA NÃO FARIA.
    VOU EXPLICAR! TRABALHO JÁ A CINCO ANOS NA ÁREA TELEVISIVA, FAÇO TUDO!E ATÉ MAIS, TENHO UMA EXPERIÊNCIA MUITO GRANDE ATUANDO DIA Á DIA ALÍ.
    CARREGO UMA EQUIPE INTEIRA NAS COSTAS, QUE RESPONSABILIDADE….
    PERGUNTO? O QUE SOU? QUAL A MINHA PROFISÃO ? RESPOSTA : NÃO É UM DIPLOMA QUE VAI MUDAR O QUE EU FAÇO, ALGO ESTA ERRADO AÍ! QUANTAS PESSOAS ATUAM COMO EU…SEM DIPLOMA E COM UMA ENORME REPONSABILIDADE ENTREVISTANDO DESDE GOVERNADORES ATÉ UM ANÔNIMO NA RUA…ENTÃO COMO VAI SER ? RESPONDA MEU BRASIL.
    DIPLOMA PARA JORNALISTA É MAIS UMA FORMA DE TIRAR DINHEIRO DE UM POVO QUE NÃO TEM, E COMO MUITOS FICAR AÍ DESEMPREGADO PASSANDO FOME.
    PORQUE SER JORNALISTA É TER GARRA RAÇA TALENTO E NÃO UM CANUDO DE PAPÉL
    E SEI O QUE FALO, TENHO MUITO ORGULHO DO QUE SOU, DOU AULA PARA MUITOS JORNALISTA COM CANUDO POR AÍ, SEM TRABALHO.

  7. Não esqueça, Mari, que provavelmente, a maior utilidade de diploma universitário no país – hoje em dia, quando todos os modelos de boa conduta foram desvirtuados – é conseguir uma cela melhor.

    :-)

    ‘braços

    Celso Bessa

  8. Na verdade, nós que somos jornalistas formados e que já possuímos uma vasta experiência não precisamos temer o fim do Diploma. Aliás, por outro lado, isto até faz com que a seleção de bons profissionais seja mais exigente. O empresário do ramo jornalístico (Comunicação) com certeza não vai contratar uma pessoa que não saiba escrever JORNALISTICAMENTE (TÉCNICA DA PIRÂMIDE INVERTIDA) em seu jornal. Afinal, escrever JORNALISTICAMENTE, COM ÉTICA E VERACIDADE não é tão fácil e depende de técnica eficaz e conhecimentos intelectuais. Além disso, já existe uma PEC tramitando para a regulamentação da profissão com diploma etc. Mas, como PROFESSORA E PSICOPEDAGOGA, fico muito triste e indignada em perceber que a EDUCAÇÃO no BRASIL não é valorizada. A maior PROVA disso foi a retirada desse diploma e de outros mais que certos políticos vêm sugerindo……CONHECIMENTO INTELECTUAL REQUER SABEDORIA E SABEDORIA REQUER CONHECIMENTO INTELECTUAL SIM. UM AJUDA O OUTRO E DEPENDE DO OUTRO PARA FICAR MAIS COMPLETO E UM POUCO MAIS PRÓXIMO DA “PERFEIÇÃO”. Afinal, perfeição só mesmo o CRIADOR!

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