Sem outdoores, sem mídia externa, sem poluição visual

Hoje está rolando uma manifestação em São Paulo, contra o projeto de lei que proibiria mídia externa em São Paulo

Vou cuspir em prato que comi, atualmente não como, e se depender de mim, não voltarei a comer: Por mim, pode acabar com outdoores, placas de imóveis, mais rigidez com fachadas, intervenções mirabolantes, pixações e fatores poluentes em geral. Pra falar a a verdade, a única coisa que eu simpatizo é grafite, e mesmo assim, se for para limpar a cidade, mandem às favas.

Radical? Sim. E já falei sobre isso aqui, aqui e aqui.

Acho que o meio publicitário deveria pensar mais sobre suas responsabilidades na formação da sociedade. Afinal, numa sociedade de consumo, obviamente a publicidade e o marketing têm um papel fundamental nos caminhos que essa sociedade toma.

Não vou jogar a culpa de todas as mazelas no meio, já vi várias coisas legais, mas não se pode fechar os olhos para o poder e influência que tem.

Sim, eu me preocupo com o desemprego que essa medida possa causar e com o uso político dessa medida, entre outras questões a serem consideradas, mas infelizmente, só quando não se tem bom senso e serenidade antes de algo virar um problema, a solução precisa ser radical para chegar a um meio termo depois. E como acho que o bombardeio de informação midiática, de publicidade e poluição visual chegou a um nível infernal, talvez seja mesmo hora de dar uma resposta radical.

E o que mais me incomoda é que não lembro de ter visto uma manifestação desse tipo no meio publicitário por alguma outra causa menos relacionada ao próprio umbigo. Ninguém se preocupa se a cidade está ficando emporcalhada, barulhenta, se o fornecedor está agindo segundo a lei ou com respeito. Todo mundo tira da reta (eu inclusive, assumo), e quando alguém vem botar ordem, vem o auê.

‘braços

Celso Bessa
go = KMFDM: Adios.

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[atualizado em 05/09/2006 às 13h45]

Estou procurando o texto desse projeto de lei para estudar melhor o assunto. Alguém sabe onde posso conseguir?

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[atualizado em 05/09/2006 às 13h49]

Só o mobiliário urbano seria liberado? Tudo bem que é o que eu acho menos feio, mas em breve haverá licitação para isto em Sampa. Coincidência demais né? Como já disse em outro post. Tão importante quando a poluição visual é não se deixar usar e começarmos a tomar mais conta das decisões sobre nossas vidas. Nesse ponto, não posso deixar de elogiar a atitude da manifestação em si. Mas continuo concordando com controle rigoroso sobre mídia externa.

E achei o projeto de lei Cidade Limpa. Vou dar uma lida para ver no que concordo e no que discordo. Quem quiser ler, baixe o PDF no endereço www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/homepage/Projeto%20Cidade%20Limpa%20DOC%2009-08-06.pdf .

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[atualizado em 05/09/2006 às 15h27]

A leitora Daniella Neri enviou um link contendo uma transcrição do editoral do jornal O Estado de São Paulo do dia 03/07/2006, intitulado: “A Erradicação Dos Outdoors” (sic).

Essa página contém vários outros links pertinentes ao assuntos.

Destaco a nota Marcada Primeira Audiência Pública Para Projeto Cidade Limpa. Em especial o trecho “objetivo da manifestação pacífica é acompanhar os trabalhos, informar os Vereadores sobre detalhes do mercado de Mídia Exterior e pressionar os mesmos para que o Projeto seja alterado e não aprovado nos termos propostos.

Por isso recomendei a leitura do projeto, que ainda não terminei de ler, para refletir sobre as condições de implantação da lei e o que merece apoio ou não.

Chama atenção também para que é preciso dar mais atenção e participar mais destas consultas e votações públicas. Várias vezes ví cartazes divulgando votação de conselhos municipais disso, aquilo e aquilo outro e nunca conheci ninguém que se interessou em ir. No dia que consegui convencer alguém a ir comigo numa votação, do outro lado da cidade, a pessoa furou em cima da hora e fiquei sem carona para atravessar Sampa.

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[atualizado em 05/09/2006 às 15h38]

A leitora e fã incondicional Babee, publicou um comentário sobre o assunto aqui e no Fotolog dela, acrescido de uma imagem ilustrando o que escreveu.

Crica aqui para ver lá.

[para mais textos sobre mídia externa, clique aqui]

37 respostas em “Sem outdoores, sem mídia externa, sem poluição visual

  1. Taí mais uma coisa boa que eu trago de London City:
    Não-tem-outdoor.
    E as pessoas podem pensar o contrário, mas isso faz uma diferença TÃO GRANDE na cidade! Ao invés de colocarem isso acima do chão, eles colocam dentro dos trens/metros e nas paredes do metrô. E você lê aquilo porque não tem mais o que fazer durante a viagem! Se isso for aliado à uma boa propaganda (Como a do Blackberry*), é mercado na certa. ;D
    Sem contar que os outdoors em SP não são bem cuidados, é só dar uma chuvinha e o papel cai ou fica amassado, ou então a empresa não retira a propaganda e aquilo fica apodreceeeendo, coisa ‘linda’ de se ver.

    * Propaganda do Blackberry:
    ” On the outside, it screams: ‘i’m a phone’, but it is a blackberry throught and through. ”

    Ai, que isso foi outro post. haaha

  2. è isso……..
    aqui no Rio…varios banners foram removidos…e só depois de tirados que vimos a diferença:
    aparecem as casas e as arvores e o nosso foco visual mira em coisas a diante…morrem aqueles apelos multicolors pela-sacos (muitas das vezes)e aparecem casas, fachadas, aquela garota com a coroa na janela, o ninho de passarinho e a gostosa trocando de roupa….pô bacana a preocupação geral da popuçação “atochada” em tantos apelos de merda!!!

    Agora é hora de fazer a contra-cultura MKT-Cyber-POP-LoirasBlondy-VIDACelular…

  3. Bom, não sei ao certo se é porque em Salvador vemos bem menos Outdoors do que em São Paulo, por exemplo,que discordo da opinião da maioria. Acho sensacional e muito mais criativa a idéia de usar mídias chamadas alternativas como painéis no metrô e tal, mas acho que os Outdoors já fazem parte da paisagem urbana [sem excessos, logicamente] e são extremamente funcionais. A verdade é que não consigo imaginar a cidade sem Outdoor. Pra se ter idéia, quando comecei a trabalhar aqui na Produtora, a referência dada pra encontrar o prédio eraa seguinte: “Sabe o monumento Clériston Andrade? Então, vc vira a primeira à direita depois dele, sobe a rua até ver um OUTDOOR laranja da Garnier…o prédio fica logo depois do OUTDOOR.” Juro que foi assim. Juro!

  4. QUE PROIBAM TODO TIPO DE PROPAGANDA NAS RUAS e possamos voltar a ter, se eh que ja tivemos, espaco publico de fato nesta cidade!
    Basta visitar Paris, Londres, Geneve, Vancouver e ate Nova York para ver que qualquer cidade com um minimo de historia e qualidade de vida para ver a monstruosidade em que vivemos.
    Isso sem falar de parques e espacos publicos….
    dalberto

  5. Pingback: Respostas à “Sem outdoores, sem mídia externa, sem poluição visual”. « Celso Bessa Post-its

  6. Pingback: Ainda sobre outdoores, mídia externa, grafites, etc. « Celso Bessa Post-its

  7. Ola,
    Carlota menciona que a referencia para chegar a sua produtora, em Salvador, era um ou outro outddor, achando interessante.
    Acho mais do que lamentavel. Quisera fosse o Elevador, uma Praca ou Igreja….ou um centro cultural, uma escultura…qualquer espaco publico, de preferencia com HISTORIA, ao inves de um recurso privado, de um ou outro, que toma, que privatiza, que rouba o espaco publico, para promover interesses privados, voltaeis, que nao trarao, de fato, qualquer beneficio real para os “consulmidores”, e muito menos, para os cidadaos”!”

  8. è muito facil darmos opinioes sobre resoluções como esse tipo de lei, qdo ela nao diz respeito a nós ficarmos desempregados!!!!!!!!
    e eu pergunto de q adianta a ” cidade limpa” mais bonita e com espaço publico q nem disse o colega acima, e com 20.000 desempregados a mais nas ruas!!!!!!! e quanto aos outdoors roubarem espaços publicos nao conheçam alguem q ande na altura dos outdoors.
    eu diria q é um dos meios de comunicaçao que mais da retorno, entao senhores quando eu falo em 20.000 desempregados nao estou dizendo daqueles q tb sairao prejudicados como por exemplo as pessoas q precisam desse retorno q o outdoor da
    obrigada pela atençao

  9. Eu até concordo que temos muita poluição visual na nossa cidade e que alguma coisa tem que ser feita, mas feita com responsabilidade, e concordo tb com a Tatiana,que o retorno dos outdorr é grande, e com esta lei teremos mais desempregados.
    Além desta lei que considero absurda, o que o nosso prefeito está querendo com Cidade Limpa é o que também tenho presenciado no meu trabalho, pois estão tirando os moradores de rua da área central, pois a cidade tem que estar limpa, e a prefeitura leva todos os pertences deles inclusive a carroça que muitos deles usam p/recolher material reciclável e assim conseguir um mínimo de dignidade, acho que temos muitas outras coisas mais para serem feitas nesta cidade, inclusive uma política pública decente.

  10. Oi Tatiana.
    Obrigado por sua colocação no Blog.

    Apesar de eu ser a favor da limpeza visual na cidade, quero ver esse debate envolvendo todo
    mundo, com a opiião que for mesmo. Afinal, nunca estamos certos.

    Pessoalmente, tenho divergências com sua opinião em alguns pontos. O que não significa que eu esteja certo, ok?

    Existem estudos que questionam o real retorno do Outdoor para uma empresa. Como profissional de marketing tenho uma opinião – que bate com alguns estudos, não bate com outros, que o retorno sobre um investimento em atitudes socialmente ou ambientalmente responsáveis para uma determinada marca, é maior. Mas isso é um tanto especulativo ainda.

    Agora, falando em algo mais concreto.
    Eu presto serviço para uma consultoria de eventos, edito um informativo sobre área e por estar muito envolvido, sei que a cidade de São Paulo é deixada de lado em muitos investimentos na área de eventos por ser uma cidade suja e feia. Poderia dizer que uma cidade mais bonita, e principalmente com melhor planejamento urbando, trânsito, etc, geraria muito mais que 20.000 empregos. Lembro que essa evasão de investimentos por São Paulo ser mal-cuidada acontece em outros setores, de indústrias a serviços. Ou seja, estamos expulsando investimento e empresas que gerariam mais emprego. Claro que isso é um tanto quanto retórico, você poderia contra argumentar, eu replicar, você treplicar e ficarmos discutindo teses, etc.

    Na verdade, não quero convencê-la a nada, mas apenas oferecer uma outra linha de raciocínio para continuarmos a discussão e tentar encontrar soluções que sejam boas para todo mundo. Embora eu concorde com você: cada um sabe onde o sapato aperta.

    Pretendo escrever um outro post sobre o assunto logo no começo da semana que vem, inclusive levando em consideração as opiniões que tenho recebido, a favor e contra. Então não vou responder todos os pontos do seu comentário aqui agora, ok.

    Espero que continue participando, ok?

    Brigadão mesmo.

    ‘braços

    Celso Bessa
    http://www.apanelamultimidia.com.br
    http://www.celsobessa.com.br
    https://celsobessa.wordpress.com

  11. Pingback: A Panela Multimídia » Aromas de Setembro: Cicarelli, SEO, mídia externa e terceiro setor.

  12. Brasileiros, acordem e caiam na real!Àqueles que comparam SP com as grandes cidades do 1º mundo para justificar uma lei que com certeza vai criar muito desemprego. Não se esqueçam que a pior poluição visual que existe não está nas propagandas dos outdoors, e sim a cada farol em que somos OBRIGADOS assistir a miséria das crianças,das favelas, dos mendigos embaixo das pontes, enfim tudo que nossos políticos fingem estar preocupados em cada eleição, ACORDEM!

  13. Celso…

    Que mundo vc vive ?

    Nao acredito que perdi meu tempo lendo as coisas que vc escreveu… e nao sei oq me faz escrever isso aqui…

    Mas como um profissional de Marketing, vc nao consegue enchergar mais que seu proprio umbigo, qdo deveria ver o mercado e o desenvolvimento como um todo…

    Alias… tradução (aproximada) para a palavra marketing = mercadologia… muito maior que sua visão limitada.

    sao 20mil profissionais diretos.. e infinitos (i-n-f-i-n-i-t-o-s) de indiretos… Agradeça por vc nao fazer parte desses profissionais.

  14. concluindo:

    o certo seria proibir quem está errado (sem pagar impostos, taxas, etc) … e nao proibir TBM quem está regularizado!

    Alias, vc sabia qual a diferença de OUTDOOR p. o resto das mídias antes de escrever sua opinião?

    Espero que sim.

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  16. Meu caro Rodrigo.
    Concordando ou não comigo, não posso negar que sua opinião foi bem-vinda e estimulante – ainda que seja provável que também exista um interesse econômico por trás. Mas afinal, gostemos ou não, é a economia que move o mundo, não é?
    Independente de ser interesse econômico o que moveu a decisão da Prefeitura e da Câmara, o que eu quero, é ver essa cidade um pouco mais civilizada e agradável. Eu também acredito que rolou grana, ou no mínimo interesse em ganhar grana.
    O que tenho certeza é que vou continuar desejando a cidade limpa e reclamar se isso não for para a frente, como vou continuar reclamando de um monte de problemas.
    Gostaria que tivesse em mente o seguinte:

    – A maioria das pessoas reclamam da sujeira da cidade. Normalmente quem gosta é da área de comunicação, publicidade e afins. Quero continuar acreditar que numa “democracia” o desejo da maioria prevalece. (não se preocupe, não sou inocente a ponto de acreditar que os vereadores votaram pensando na democria);
    – Por favor, leia este comentário que fiz no Blue Bus um bom tempo atrás. O link: http://www.bluebus.com.br/show.php?p=2&id=62509&st=busca . Muita gente reclamou dessas placas imobiliárias em jornais, internet e diretamente à prefeitura na mesma época. Sobre esse assunto, destaco 2 fatos: O abuso boçal a que chegou o uso dessa placas;
    – Você comenta do meu umbigo, então vamos pensar respeito. Se eu quisesse me preocupar com o meu umbigo, teria ficado quieto e feito outdoores e todo tipo de sinalização e mídia externa, teria estimulado clientes a utilizarem destes meios e atitudes semelhantes. Mas não, resolvi assumir o risco de adotar uma postura mais cívica e comunitária, pensar mais no bem coletivo que no meu salário no fim do mês ou na minha “empregabilidade. Dizer “Vou cuspir em prato que comi, atualmente não como, e se depender de mim, não voltarei a comer” foi muito difícil e exigiu muita reflexão, não foi uma decisão leviana ou repentina;
    – Não me tome como inimigo. Posso até ser adversário por estarmos em lados opostos de uma contenda, mas se meu interesse fosse ter inimigos ou ser dono da verdade, não teria aberto o blog para comentários e discussão. Posso estar errado, sim, e se percerber isso um dia, pode ter certeza que não terei orgulho e admitirei meu erro, assim como provavelmente vou comprar a briga do “outro lado”. Tenho feito isso desde que comecei a trabalhar e me preocupar com sociedade e política, aos 9 anos (são 2 décadas, veja bem);
    – Seja sempre bem-vindo independente de concordar ou não. Esse espaço é para isso.

    Para finalizar, deixo claro que esse comentário serve também para outras pessoas. Infelizmente elas não tiveram a coragem de fazer isso abertamente como você fez, não autorizando sequer que eu publicasse os e-mails “amigáveis” que me enviaram. Aliás, é por isso que a partir dessa semana, para comentar, é preciso ser registrado no WordPress. Assim, só quem tiver a manha de dar a cara bater, como você fez, terá oportunidade de opinar. Prefiro qualidade e não quantidade.

    ‘braços
    Celso Bessa
    http://www.celsobessa.com.br
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    https://celsobessa.wordpress.com

  17. Pingback: Mais uma vez: outdoores, mídia externa e poluição visual. « Celso Bessa Post-its

  18. Só p. concluir meus posts:

    A lei inclui tudo e qualquer tipo de publicidade ao ar livre (até o dirigivel da Good Year está proibido… e se sua faixada da sua empresa estiver fora do padrão, tbm estará irregular… Como eles vão fazer com o “M” gigante e tradicional do Mc Donalds?… pois é, ele tbm! Assim como bingos, supermercados, shoppings e o coitado do cabelereiro da esquina).

    Seu carro da empresa por acaso tem mais de 4 Decímetro com o logo da empresa? ESTÁ FORA DA LEI, TEM QUE TIRAR!!!

    Ahh.. mas tem solução, que tal uma vaquinha de pouco mais de R$ 1 Milhão? (ainda da tempo)

    _______________________________________________
    Errata: Só agora percebi (lendo seu último post) que eu devia ter explicado uma coisa…

    Outdoor, entre todas as mídias EXTERIORES é o que vc menos cita, é o tradicional 9m x 3m (formato padrão).

    As grande maioria das outras (que não são outdoors), possivelmente grande parte de 36 que vc viu parado no farol, essas sim são os que não pagam impostos, não possuem padrão e seus anunciantes e proprietários do espaço apelam para qualquer milimetro disponível para pendurar de qq forma e sobre carregar a paisagem.

    O Kassab tbm não sabe a diferença … p. ele foi mais facil chamar tudo de “Outdoor” e proibir… (Só pq ele ia ter um trabalhão p. filtar oq realmente ele queria proibir e deveria mesmo proibir).

    Tudo acabará em pizza… (alguns com pedaços maiores, outros menores… alguns com borda recheada… outros soh com a azeitona) … mas a do nosso futuro réu, será a maior de todas!

  19. Agora sim as agências de publicidade serão procuradas, tem muita gente q coloca um enorme luminoso na frente da loja e acha que já fez publicidade, agora quem quiser se comunicar realmente com o público precisará de um profissional qualificado para isso…

    Publicitários , comecem a elaborar novas soluções dentro da lei… fazer outdoor é facil, agora eu quero ver !

  20. Meu amigo…

    Pelo amor de Deus, Outdoor não é luminoso na frente de loja !

    Qual é a dificuldade de entender oq é Outdoor e as outras midias exteriores não regulamentadas!

    se for comentar algo util, por favor, nao seja ignorante !

  21. É incrivel como algumas pessoas não percebem que há grandes interesses econômicos envolvidos nessa lei. E não estou falando apenas das milhares de pessoas que ficarão desempregadas, mas penso em como nosso prefeito foi “inteligente” em pensar numa solução rápida para encher os cofres da prefeitura… [a menor multa será de R$10.000,00]. Além disso, o conceito de “cidade limpa” do prefeito parece estar bem distorcido, quando ele não fala de resolver o problema das favelas, prédios caindo aos pedaços que infestam o centro antigo da cidade, parques e logradouros públicos quase que totalmente abandonados, sem mencionar tantos outros problemas fundamentais que são esquecidos. Penso que é uma grande utopia comparar São Paulo com Londres, Madri, Nova Iorque ou qualquer outra cidade do mundo, pois ainda estamos muito longe delas em vários sentidos. Não tenho muito conhecimento sobre Direito, mas até para um leigo como eu é fácil ver o absurdo dessa lei [quem não a leu, leia antes de comentá-la], que fere, sob o pretesto de limpar a cidade, direitos individuais. Daqui a pouco vão proibir que você pinte sua casa de determinada côr, alegando que visualmente está incomodando alguém.
    O pior de tudo isso é que, caso a lei perdure, os maiores prejudicados serão os pequenos comerciantes, pois as grandes empresas já estão tomando suas providências jurídicas e duvido que alguém conseguiria enfrentá-las.

  22. Car@s,
    Me desculpem, mas dizer que nao podemos proibir o LIXO porque a publicidade gera em prego é um argumento é sem sentido por diferentes razoes….
    1 – O que houve com os milhares de trabalhadores que eram empregados das fabricas de CHAPUES? Ficaram desempregados? Sera que deveriamos voltar a usar chapeu para gerar mais empregos?
    2 – Se a publicidade é importante, como alguns afirmam, entao os anunciantes gastarao a sua verba publicitaria em outras atividades….gerando emprego em outros setores.
    Se nao fizerem isso a conclusao é que tratava-se de dinheiro jogado fora mesmo…
    3 – De que adianta cidade limpa com pessoas sem prego? Nao vem que ja temos um alto grau de desemprego em SP E uma cidade suja (suja nao, imunda!!)
    4 – Gostaria de saber se os que consideram outdoor, luminosos e placas publicitarias “bonitinho” se tem algo parecido em frente a suas casas…ou melhor…DENTRO de suas casas. Por que nao colocam algo similar em suas casas? Por que gostam dela.
    Por que acham legal nas ruas? Porque nao gostam da cidade.
    5 – Qualquer pessoa que viaje ao exterior ou saiba fazer uma busca adequada no Google vera que as grandes cidades da europa (e EUA) NAO TEM publicidade em tudo que eh canto. veja Paris, Londres, Milao, Roma, Madird, Lisboa, Glasgow, Amsterdam, NY, San Franhcisco etc…
    Esta desgraca é um presente do capitalismo global para paises do terceiro e quarto mundo…que nem a poluicao, o lixo nuclear e tantos outros dejetos desta civilizacao desigual
    3 –

  23. No bairro onde moro tive uma agradável surpresa neste fim de semana. Toda a mídia externa (qq. que sejam os nomes e jargões que os profissionais de marketing usem) foram removidos, devido ao prazo estabelecido pela lei – 31.03.2007
    Me senti uma criança admirada com a beleza que estava escondida. Não gostava muito do meu bairro, achava sujo, barulhento, opressivo!
    Mas de uns tempos pra cá, a prefeitura tem tomado ações diversas que têm melhorado sensivelmente a qualidade de vida aqui.
    Acho curioso que os brasileiros de forma geral acham que temos milhares de problemas e que esses problemas devem ser corrigidos pelos governantes.
    Mas cada uma é incapaz de mudar seu comportamento para tornar o país melhor.
    Acredito que a lei pode gerar desemprego de um lado, mas pode gerar muitos outros empregos de outro. Todos os comerciantes que terão de trocar suas fachadas!!! Quer mais possibilidade de emprego que essa? É verdade que temos muitos outros problemas que enfeiam a cidade, mas cada um deve ser cuidado com diferentes ações. Além do que, a solução de muitos deles não podem ser resolvidos na esfera estadual, federal, com implicações macro e micro econômicas. O certo, ao meu ver, é TODOS enfrentarem TODOS os problemas. Mas poucos abririam mão de sua situação confortável ou estagnada em prol da coletividade.
    Estou muito satisfeita com o resultado ainda tímido que a lei trouxe. Descobri imóveis, vilas, belezas que minha cidade estava escondendo atrás de outdoores, banneres, placas, etc…
    E, como colaboração a essa ação a uma cidade mais agradável, faço questão de deixar de consumir produtos e serviços de empresas que insistem em burlar a lei por força de liminares e outras opções jurídicas.
    Algumas que continuam estampando mídia no trecho do elevado Costa e Silva:
    HOPE LINGERIE
    BAUDUCCO
    VIA MARTE
    MARITIMA SEGUROS

    Sei que é uma atitude “de exercito de uma mulher só”, mas faço uso do único poder que realmente tenho em uma sociedade capitalista.

    Erika Bessa Coelho
    Fruit & Food Log
    logística e exportação de frutas, carnes, peixes e frutos do mar

    Erika Bessa Coelho
    Fruit & Food Log
    exotics fruits, meat, fish and seafood trading and logistics

  24. Diante desta incerteza sobre a publicidade externa em São Paulo fica aqui uma dica para publicitários e anunciantes: é o Marketing de proximidade desenvolvido aqui mesmo no brasil. Esse Blift Zone usa o celular das pessoas interessadas em receber conteúdo e que estão próximas para divulgar textos, imagens, sons, vídeos e outros tipos de conteúdos que os celulares são capazes de receber. Eu ví o produto (da empresa Wage Mobile) em ação num evento no Pão de Açucar e a penetração foi surpreendente! Fica aqui a dica… bom domingo a todos.

  25. Pingback: Post-It: Sobre mídia externa, fachadas e liberdade de ver minha cidade feia « Celso Bessa Post-its

  26. Olá Celso,
    Sou jornalista e estou produzindo uma matéria para uma revista institucional da Confederação Nacional das Profissões Liberais – CNPL sobre Poluição Visual, gostaria de saber se poderia usar uma aspas sua no meu texto. Obrigada. Aguardo retorno.

  27. Hoje pela manhã ouvi na rádio CBN uma notícia que me deixou revoltada:
    Os vereadores do PT paulistano estão apresentando um projeto na câmara municipal para modificar a polêmica lei que regulamenta a mídia externa, conhecida como Cidade Limpa,.
    Se o projeto passar, vai acabar fazendo com que na prática, tudo volte a ser como era antes:

    Primeiro, que de acordo com o projeto, publicidade em taxis e ônibus estaria liberada.
    Segundo, que as midias especiais (????) teriam até 2008 pra se adaptarem (a uma lei que ja existe, foi amplamente divulgada e prazo de adaptação que ja fora concedido!!!)

    Por essa nova lei, cada subprefeitura poderia definir quais seriam os criterios da publicidade externa, o que por si só já é um absurdo, uma lei funcionar em parte da cidade, mas não funcionar em outra parte da mesma cidade! Guardadas as devidas proporções, é tão absurdo quanto pensar que no futuro podemos ter nosso próprio Muro de Berlim.

    Ainda pelo projeto, os donos de imóveis so poderiam ser multados depois de serem notificados. A partir da primeira notificação, eles teriam 30 dias para se adaptar (A uma lei que já existe) e se não se adaptassem é que seriam multadom. Ou seja, se nunca um fiscal passar por la, o proprietário nunca vai precisar mudar. E com a dificuladade de fiscalização que a prefeitura não esconde que ja tem, alguém duvida que a impunidade continuará?
    O locutor Milton Yung , comentou que seria equivalente ao fiscal da CET parar o motorista que estiver sem cinto de segurança e falar: olha, o Sr. precisa colocar o cinto em 24 horas, se não colocar, e o sr for pego novamente sem o cinto, será multado…. E eu concordo com ele.

    Acredito que o interesse maior dos vereadores petistas com esse projeto seja mais uma vez fazer a típica oposição brasileira, onde os interesses e o bem da população são ignorados, para que possam satisfazer seus interesses politicos e pessoais.
    O projeto Cidade-Limpa tem bastante destaque na midia, e fazer um projeto de oposição a ele deve colocar a bancada em bastante evidencia.
    Também enxergo o favorecimento a um setor especifico, em detrimento aos interesses populacionais, e tanto empenho a beneficiar este setor deveria ser investigado.

    Erika Bessa Coelho
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  28. Pingback: Bruce Sterling, mídia externa, outdoores, "urban spam" e o Cidade Limpa « Celso Bessa Post-its

  29. Pingback: Post-It: O triângulo amoroso grafite, mobiliário urbano e Gilberto Kassab « Celso Bessa Post-its

  30. Pingback: Post-It: Imagens de São Paulo sem outdoores, mídia externa e sem poluição visual « Celso Bessa Post-its

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