Post-It: Cinema brasileiro em mp4

Artigo no Webinsider, de Juliano Spyer:

DVD de Tropa de Elite libera arquivo MP4 do filme

Filme campeão de bilheteria e de pirataria inova ao oferecer no DVD oficial uma versão do filme já comprimida e pronta para rodar em computadores e players de bolso.

Na verdade, não é bem assim. Comprei o filme Cinema, Aspirinas e Urubus (muito bom, por sinal. Aliás, diria que melhor que o Tropa de Elite, embora menos polêmico e urgente.) no fim do ano passado e vem com arquivo mp4 também.

Alguém conhece mais algum?

Direitos e reclamações de consumidores – dicas e links.

[atualização 29/05/2011]
Notícias boas para sacudir o e-commerce no Brasil:

Lojas Americanas.com Proibida de Vender no Rio e Amazon no Brasil

[/atualização]

Freqüentemente, algum visitante deixa comentário ou me manda e-mail pedindo informações, reclamando ou solicitando providências de lojas de e-commerce como Submarino, Americanas.com (socorro), varejistas como Casas Bahia e Magazine Luiza ou operadoras de telefonia como Telefônica, Vivo, TIM, et cetera. Vários, pensam que este blogue ou eu temos alguma relação com as empresas ou somos orgãos que podem ajudá-los a conseguir ter o direito respeitado ou serem ouvidos.

Infelizmente, não posso fazer nada além de dar “voz” a estes consumidores ou alguma dica por e-mail e insistir que as empresas precisam investir menos em tecnologia e mais na relação humana com seus clientes consumidores.

Enquanto estas companhias não fazem esse investimento, continuo dando o espaço e dicas. Segue uma lista de links e dicas úteis:

  • ProconSP;
  • IDEC;
  • Entupa a caixa postal da empresa de e-mails: ombudsmen, SACs, etc;
  • Blog A Era do Consumidor;
  • Reclame Aqui.Net http://www.reclameaqui.net/;
  • Casas Bahia.Org;
  • Escreve em blogs e comunidades sobre o assunto (Eu Odeio Americanas.com, no Orkut, por exemplo). Não terão visibilidade direta, mas vão ajudar a tirar a empresa de boas posições em buscas (Google, Yahoo, et cetera) e vão abrir os olhos de compradores em potencial, a empresa vai gastar mais grana. Não resolve o seu problema mas dá uma satisfaçãozinha. :-) ;
  • Mande e-mail do ombudsman da empresa (como fiz com a da Americanas.com) ou para o e-mail dos investidores destas empresas.;
  • Artigos sobre a negócios, social media e as relações entre empresa e consumidor no Webinsider;
  • Escrever para veículos de mídia tradicional. Tantos os gerais como Folha, Estadão, JB e Veja, entre outros, como os de nicho ou mercado como INFO, Casa&Decoração, Consumidor Moderno;
  • Site Nunca Mais.Net, já mencionado anteriormente aqui no Post-Its no texto Utilidade Pública.

Conforme eu for lembrando de outras dicas, coloco aqui. Enquanto isso, clique aqui para ler outros textos sobre problemas no e-commerce, negócios e direitos dos consumidores aqui no Post-Its.

‘braços e boa sorte, crianças!

[editado em 25 de setembro de 2007 às 16h55]

Fotos digitais no celular, de bolso, Pierre Lévy e democracia

Fotos de Bolso - 6235 Festa da Ju Editada (thumb)No podcast PodCrer, edição 11, o Michel Lent, o Vicente Tardin (diz-se tardêin ou algo próximo disso) e o Vladimir Campos discutem sobre fotografia digital no celular. Começam considerando a baixa resolução de celular como limitador do prazer de fotografar, mas em certo ponto, comentam de fotos bacanas que fizeram e como os limites estimulam a criatividade e ajudam a criar uma nova linguagem.

Não poderia discordar que limites estimulam, afinal, o projeto Fotos de Bolso (*) é justamente a busca por uma linguagem e uma forma de vencer as limitações das câmeras em telefones celulares, e, revendo a história da fotografia, a impressão que fica é que vivemos um momento histórico ainda mais importante do que quando George Eastman começou a vender suas máquinas portáteis, no século XIX.

Serviços como blogs, fotologs ou o Flickr contam com excelentes fotos digitais registradas por fotógrafos vão de profissionais maduros a adolescentes “amadores” – lado a lado. Algumas são feitas através de câmeras SLR digitais cada vez mais potentes; porém muitas são feitas por câmeras compactas (point and shoot) ou com celulares. E ao mesmo tempo que se tem fotos trabalhadas em programas de edição de imagem – que não sem propósito são chamados laboratórios digitais – pode-se encontrar fotos belíssimas sem manipulação alguma.

Se a história é mesmo feita de cotidiano, podemos dizer que no caso da foto digital no celular – um aparelho cada vez mais barato e comum no cotidiano – a possibilidade de cada um fazer a história coletiva é muito maior.

Pierre Lévy, no livro Inteligência Coletiva(***), defende a busca por novas formas de comunicação e interação entre os indivíduos – partindo do princípio de distribuição em rede e através do ciberspaço – que constituiria um cenário multimidiático(**) em que cada ser contribuiria com a criação de novos signos, novas linguagens, aumentando o saber coletivo e diminuindo a importância de “gurus” em diversos assuntos, pois todos seriam capazes de se expressar e compartilhar com o mundo, deixando de ser julgado ou filtrado por uma entidade superior (como uma organização, um crítico especializado , um “ser mais iluminado” ou “gabaritado”) e passando a ser julgado pelo coletivo.

Democracia em tempo real, como defendeu Lévy. Parece utópico, mas também bem interessante e possível.

‘bora nessa?

* = Projeto Fotos de Bolso acessível em www.flickr.com/photos/celsobessa/sets/72157594588184373/
** = Sobre o assunto Inteligência Coletiva, além das obras de Pierre Lévy, recomenda-se a leitura dos artigos escritos por Carlos Nepumuceno no website www.webinsider.com.br
*** = Considerações semelhantes podem ser aplicadas a outras formas de expressão e comunicação, como visto em Considerações para o futuro da televisão: interação e a inteligência coletiva ( www.cybertv.blog.br/consideracoes-para-o-futuro-da-televisao-interacao-e-a-inteligencia-coletiva/)

[update]

Artigo também publicado nos sites colaborativos Outrolado e Jornal de Debates:

Argumentos contra o copyright, por Fernand Alphen. Viva o Creative Commons!

Primeiro, desculpem não publicar com frqüencia nos últimos dias. Culpa de toneladas de trabalhos, estudos e projetos.

Segundo, leiam o texto do Fernand Alphen , da F/Nazca, no Webinsider, intitulado: O Copyright é entrave à memória, difusão e organização.

Trechinho:

“A excessiva proteção aos direitos autorais não estaria sendo um real – e inflexível – entrave não somente à difusão de conhecimento mas também à perpetuação da memória cultural?”

Não é segredo que sou entusiasta do Creative Commons, inclusive na minha página do Flickr e aqui no blog há diversas ilustrações sob licença Creative Commons, além de textos defendendo ou comentando o assunto. Mas se você é do tipo que só dá atenção a um conceito quando defendido por um figurão, espero que o texto do Fernand abra seus olhos.

Creative Commons no Celso Bessa Post-Its:

O Outro lado e Infolocal – Prefeitura de São Paulo

2 links úteis pelo preço de um.

O primeiro é o Outrolado, um site de notícias colaborativas da família Webinsider. Ainda está em implantação, mas já dá para sentir qual é e vai ser do site. E tem a chancela Webinsider, o que já gera confiança em mim.

O outro saiu justamente de um tópico d’Outrolado, publicado pelo Gilberto Jr. É um serviço da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo chamado Infolocal. Um mashup com o Google Maps onde você pode encontrar diversos serviços numa região de Sampa: feiras livres, museus, estações de metrôs, parques e até saber a localização de favelas.

Gostei do serviço no geral, só senti falta de um “envie esse link para um amigo” ou algo no gênero e espero que mais informações sejam agregadas com o tempo.

Como comentei lá n’Outrolado (coisa mais tétrica):

“Muito bom mesmo. Mais ainda pelo fato de poucos orgãos públicos serem tão ligados em ‘novas’ tecnologias e a utilizarem de forma útil. Trabalho numa empresa de TI que atua junto a orgãos governamentais e vejo muito projeto baseado em tecnologias e – principalmente – posturas e idéias que já estão ficando ultrapassadas ou com data para ser tornarem irrelevantes. Aliás, a palavra é relevância, tanto para serviços comercias, sites informativos e blogs como para serviços públicos.

‘braços

Celso Bessa