Reforma indígena e urbana em São Paulo

Mentira, não vou falar mesmo de reforma indígena ou urbana em São Paulo, o post é só para continuar e registrar algo que coloquei no Facebook em face a diversas reações à questão indígena Guarani/Kaiowá levantada – muito bem levantada – por Bob Fernandes e Eliane Brum recentemente.

Para ficar claro: eu também apoio o povo Guarani/Kaiowá em suas demandas, mas acho importante lançar algumas perguntas que julgo pertinentes, que tem mais a ver com o comportamento das pessoas em redes sociais (sejam online ou numa mesa de um bar ou as pessoas na sala de jantar ocupadas em viver e morrer.)

  • já ouviram o outro lado?
  • já ouviram as pessoas “no meio”: moradores das regiões próximas que não estão exatamente de um lado ou de outro?
  • aos paulistanos, especificamente, 1: sabem que tem índio na cidade de São Paulo, em Paralheiros?
  • aos paulistanos, especificamente, 2: já pensou como você reagiria se as reinvidicações por terra enquadrassem sua casa/seu apto no Centro, no Ipiranga, no Morumbi, na Vila Madalena, no Butantã, no Mandaqui, em Guarapiranga, etc ?

PS: Não se ocupe em responder, concordando ou discordando, aqui no blog, pois o objetivo é simplesmente levantar o questionamento. E é irrelevante se concordo ou discordo da questão original (Guarani/Kaiowá) ou de seus comentários, o exercício aqui é outro.

Vídeo: Bob Fernandes sobre as pessoas mortas por intolerância sexual no Brasil

“É óbvio que ninguém está obrigado a concordar com as escolhas de ninguém. Mas deveria ser óbvio também que na vida cada um escolhe o que quer para si. O que não se pode aceitar é esse fato: 165 seres humanos foram assassinados no Brasil, nesse ano, por decidirem amar a quem querem, e a quem outros não aceitam.”

As pessoas mais poderosas do mundo

Ao menos as pessoas mais poderosas do mundo em 2011. E a maioria continua sendo em 2012. Os próprios Digerati (tem que ser nerd/geek para entender o termo).

as pessoas mais poderosas do mundo brindando em um jantar.

Na frente: Eric Schmidt, CEO Google; desconhecido; Steve Westly, ex-executivo do eBay; Steve Jobs, CEO Apple; Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América; Mark Zuckerberg, CEO Facebook; Desconhecido.
Atrás: Dick Costello, CEO Twitter; Carol Bartz, CEO Yahoo; John Hennesy, Stanford; Reed Hastings, CEO Netflix; Larry Ellison, CEO Oracle; John Doerr, Kliener Perkins Caulfield & Byers; John Chambers, CEO Cisco Systems, Desconhecido, Art Levinson, CEO Genetech.

Via Awesome People Hanging Together

Wikileaks – Arquivo com torrents de todo material publicado

Arquivo com torrents de todos os materiais publicados pela Wikileaks. Incluindo Cablegate.

http://wikileaks.as50620.net/file/wikileaks_archive.7z

CQC, Sarney, Os Intocáveis, Capone e o Nazismo

Cena de Os Intocáveis (The Untouchables), de Brian de Palma, filme que romantiza um período difícil, vergonhoso e triste, da história americana:

“Quer saber como se pega Capone? Ele puxa uma faca, você puxa uma arma. Ele manda um dos seus pro hospital, você manda um dos dele pro necrotério….”

Curto e grosso:

Isso se chama escalada de conflito. Acontece freqüentemente em períodos difíceis, vergonhosos e tristes, como o momento vergonhoso pelo qual passam nossas instituições.

Ver o presidente do Senado, José Sarney, chamando a imprensa que o condena de nazistas, e ver jornalistas (ainda que com viés humorístico) do CQC associá-lo ao nazismo é, paradoxalmente, um escalada muito grande do desrespeito e conflito entre instituições e uma banalização do nazismo. E o nazismo é algo muito pior do que a Wikipédia dá a entender.

É vergonhoso e triste.

Tá na hora de começar a pensar melhor, galera.