Análise de Lawrence Lessig sobre o sistema polÃtico dos EUA, isto é, Lesterland, e democracia em geral.
VÃdeo em inglês.
Análise de Lawrence Lessig sobre o sistema polÃtico dos EUA, isto é, Lesterland, e democracia em geral.
VÃdeo em inglês.
[Atualizado em 17 de setembro de 2007 Às 11h15]
Só para constar, não fui ao protesto/manifesto. Acometido de problemas gastro-intestinais, não pude comparecer, mas o manifesto foi entregue, vejam nota no Blue Bus, vÃdeo no YouTube e mais informações no Cidadania, por Edu Guimarães.
[texto original]
Não tenho a intenção de transformar esse blog numa plataforma polÃtica e por isso fiquei bem reticente em comentar esse assunto aqui. Mas não posso negar que sou entusiasta da caça e extinção dos dinossauros midiáticos e nem posições que defendi contra a velha e grande mÃdia- da imprensa escrita à publicidade caduca – no Post-Its.
Então, depois de muito relutar, estou aqui, propagandeando o protesto e o Manifesto dos Sem-MÃdia, organizado pelo Eduardo Guimarães, do blog Cidadania.
Assim, fica bem claro que:
E bora chamar atenção!
Amanhã estarei lá no prédio da Folha de São Paulo, para engrossar o protesto. O CÃcero Rafael, do (un)Common People também. Anote o endereço:
Alameda Barão de Limeira nº 425, bairro Santa CecÃlia, em São Paulo. (clique aqui para ver no Google Maps)
‘braços
Celso Bessa
(ouvindo Surprise! You’re Dead, do Faith no More. Bem apropriado, pois fé eu não tenho muito mais, e estou doido para que os dinossauros faleçam! :-) )
O Google está mesmo a fim de eliminar um monte de ferramentas do desktop.
Estava escrevendo um texto para o CyberTV e cheguei até o Youtube Remixer, uma ferramenta muito bacana – ainda em testes – que permite a edição de vÃdeos online.
Óbvio que não é voltado para profissionais, mas tenho certeza que veremos muito vÃdeo criativo por aÃ. E essa ferramenta também abre um possibilidade muito grande para a democratização da expressão. Imaginem um telecentro que, ao invés de investir em um parque de computadores parrudos e programas caros de edição, investe de forma mais inteligente numa conexão banda larga, computadores que suportem essa ferramenta de edição online e oficinas de criatividade. Se O Youtube criar um suporte direto a vÃdeos a partir das câmeras digitais ou celulares, fica mais interessante ainda.
Imagino que dentro em breve terão opções mais avançadas da edição, pois há um banner da Adobe no site Youtube Remixer sobre o Adobe Premier Elements, voltado ao mercado de vÃdeo doméstico e a interface do Remixer utilizar Adobe Flash, que me leva a supor que todo o backend é feito em Adobe Flex, e como a Adobe está investindo pesado no Flex e no conceito de RIA (Rich Internet Applications, ou aplicações internet ricas), me leva a supor que está participando ativamente do projeto e este pode crescer bastante.
Para os desenvolvedores que estão interessados em desenvolver algo com Flex, RIA e Web 2.0, seria ótimo ficar de olho e notar que o mais importante é que o projeto acrescente valor para realmente fazer sentido usar Flex ou qualquer outra tecnologia vistosa e chamá-lo de Rich.
A BRQ é distribuidora exclusiva no Brasil da linha de produtos Enterprise da Adobe, composta por LiveCycle e Flex. Para mais informações, visite: www.brq.com/portugues/pressreleases-20060518-adobe-00.htm
You said your body was young but your mind was very old – Chemical Brothers, Setting Sun
(Você disse que seu corpo era jovem, mas sua mente era muito velha)
E o campanha do Citroën C4 Pallas continua dando o que falar… e serve para mostrar algumas mazelas da velha mÃdia, mesmo que travestida de moderna, além de outras mazelinhas. Seguem alguns comentários:
O UOL cancelou a campanha, pois repudia publicidade que imita conteúdo jornalÃstico e confunde o público, mesmo que o espaço utilizado esteja informado como ‘Publicidade’. Se repudia, por que publicou? Zok. Deslizes acontecem e os caras foram ligeiros, né?
‘o maior objetivo da ação foi despertar a curiosidade dos consumidores. A iniciativa foi bem-sucedida’. A Citroën não comentou os aspectos éticos da divulgação da falsa notÃcia.Relembrando o que escrevi anteriormente: “Acho que haverá um bafafá e as empresas podem até soltar um ‘mea culpa‘. Mas no final, o carro ficou conhecido e muita gente vai querer saber mais e comprar.”. Quem quer saber de ética se o objetivo é vender? Os incomodados podem arremessar pedras do tamanho do asteróide 2-Pallas, que o que importa é vender o outro Pallas, o C4 Pallas da Citroën.
E finalizando o texto, a frase do Dr. Jorge, do Direito e Trabalho, e um comentário que fiz lá sobre esse assunto e que serve para reflexão:
Jorge: “Por isso, antes de ler seu jornal matutino, estampado com aquelas notÃcias frias de ontem, dê uma olhada no seu agragador de FEEDs e não seja sumpreendido.”
Celso:“Meu caro Jorge.
Mandou muito bem na defesa dos Feeds – algo que quando cair ‘na boca’ do povo vai levar muito veÃculo de imprensa ao desespero.”
Technorati Tags para a campanha de lançamento do novo Citröen C4 Pallas: citroen, citroenpallas, citroen+pallas, citroen+c4+pallas, citroen+c4, c4+pallas, pallas, asteroide+2pallas, asteroide2pallas, 2pallasasteroid e 2pallas+asteroid
No podcast PodCrer, edição 11, o Michel Lent, o Vicente Tardin (diz-se tardêin ou algo próximo disso) e o Vladimir Campos discutem sobre fotografia digital no celular. Começam considerando a baixa resolução de celular como limitador do prazer de fotografar, mas em certo ponto, comentam de fotos bacanas que fizeram e como os limites estimulam a criatividade e ajudam a criar uma nova linguagem.
Não poderia discordar que limites estimulam, afinal, o projeto Fotos de Bolso (*) é justamente a busca por uma linguagem e uma forma de vencer as limitações das câmeras em telefones celulares, e, revendo a história da fotografia, a impressão que fica é que vivemos um momento histórico ainda mais importante do que quando George Eastman começou a vender suas máquinas portáteis, no século XIX.
Serviços como blogs, fotologs ou o Flickr contam com excelentes fotos digitais registradas por fotógrafos vão de profissionais maduros a adolescentes “amadores” – lado a lado. Algumas são feitas através de câmeras SLR digitais cada vez mais potentes; porém muitas são feitas por câmeras compactas (point and shoot) ou com celulares. E ao mesmo tempo que se tem fotos trabalhadas em programas de edição de imagem – que não sem propósito são chamados laboratórios digitais – pode-se encontrar fotos belÃssimas sem manipulação alguma.
Se a história é mesmo feita de cotidiano, podemos dizer que no caso da foto digital no celular – um aparelho cada vez mais barato e comum no cotidiano – a possibilidade de cada um fazer a história coletiva é muito maior.
Pierre Lévy, no livro Inteligência Coletiva(***), defende a busca por novas formas de comunicação e interação entre os indivÃduos – partindo do princÃpio de distribuição em rede e através do ciberspaço – que constituiria um cenário multimidiático(**) em que cada ser contribuiria com a criação de novos signos, novas linguagens, aumentando o saber coletivo e diminuindo a importância de “gurus” em diversos assuntos, pois todos seriam capazes de se expressar e compartilhar com o mundo, deixando de ser julgado ou filtrado por uma entidade superior (como uma organização, um crÃtico especializado , um “ser mais iluminado” ou “gabaritado”) e passando a ser julgado pelo coletivo.
Democracia em tempo real, como defendeu Lévy. Parece utópico, mas também bem interessante e possÃvel.
‘bora nessa?
* = Projeto Fotos de Bolso acessÃvel em www.flickr.com/photos/celsobessa/sets/72157594588184373/
** = Sobre o assunto Inteligência Coletiva, além das obras de Pierre Lévy, recomenda-se a leitura dos artigos escritos por Carlos Nepumuceno no website www.webinsider.com.br
*** = Considerações semelhantes podem ser aplicadas a outras formas de expressão e comunicação, como visto em Considerações para o futuro da televisão: interação e a inteligência coletiva ( www.cybertv.blog.br/consideracoes-para-o-futuro-da-televisao-interacao-e-a-inteligencia-coletiva/)
[update]
Artigo também publicado nos sites colaborativos Outrolado e Jornal de Debates: