Informação e consumidor emergente

Já disse algumas vezes e repito: tenho muito respeito pela visão do Fernand Alphen.

Mais um artigo genial dele no Webinsider:

O emergir do consumidor

Mário mora na periferia do Rio. Ele tem pouco mais de 20 anos e ganha trezentos e poucos reais com um emprego no supermercado. Mas uma coisa faz do garoto um cara diferente de seus pais, imigrantes nordestinos. Mário faz um bico vendendo DVDs piratas que ele mesmo confecciona. Dá pra tirar uns quinhentos por mês, dependendo da temporada de lançamentos.

Mário faz sucesso e não deixa barato: capricha no visual, nas roupas da moda, perfume e produtos de beleza. Sabe tudo o que pega e o que rola.

Essa é a diferença: o desejo de consumo.

Então seria a tal da nova economia uma das novidades desse novo Brasil? Sempre houve informalidade no Brasil. Todo mundo sempre fez bico. A cauda longa é velha nossa conhecida. Só não tinha nome bonito nem frequentava dez entre cada dez congressos para bonitos executivos.

O Mário tem internet faz tempo e também faz tempo que a internet para Mário não é só uma grana a mais. Mário vai nos blogs, frequenta comunidades, se liga nas novidades. Sabe mais de tendências do que a maioria dos bacanas que aplaudem a cauda longa.

Informação universalizada, democraticamente distribuída não quer dizer apenas mais instrução e mais consciência. Não quer dizer apenas mais oportunidades econômicas. Também quer dizer mais desejo.

E o desejo é o reforço positivo indispensável para emergir da sobrevivência.

Artigo completo no webinsider.

RIP Remix – Um Manifesto pelo Remix. Documentário open source sobre copyright, propriedade intelectual, crowd-sourcing e afins

Acabei de ver o trailer de um documentário que parece ser muito bacana:  RIP Remix – A Remix Manifesto, de Brett Gaylor.

Tratando sobre propriedade intelectual, colaboração, open source, crowdsourcing,  e afins, o livro tem entrevistas com diversas figuras defensoras de alternativas mais flexíveis ao copyright, como a licença GPL, Creative Commons e afins. Incluíndo aí o Lawrence Lessig e o ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, conhecido por usar e estimular uso de ferramentas e posturas open source, inclusive no ministério(*). 

O projeto RIP Remix também parece ser bem colaborativo e aberto na forma que foi realizado e divulgado. Menos coletivo na realização que o livro brasileiro Para Entender a Internet (**), por exemplo, é interessante pois o diretor deu muita liberdade para pessoas do mundo todo remixar as imagens brutas que gravava, levando a uma edição diferente do que ele faria se fosse o único “dono” do projeto. 

Já a divulgação, aposta no apoio de colaboradores e expectadores, permitindo que o filme seja baixado pelo preço que o expectador escolher, e estimulando-o a fazer exibições públicas do filme. 

Abaixo o link para o site oficial (em inglês) e o trailer do documentário.

Vou baixar, assistir, e em cima do quanto eu gostar, baixo de novo e faço o meu preço. Acho que é justo não?

RIP Remix – A Remix Manifesto: www.ripremix.com

* = um bom exemplo da postura open source / colaborativa do Ministério da Cultura é o plug-in Gerenciador de Capas, para WordPress, usado pelo ministério em seu portal e disponibilizado gratuitamente nos sites Xemelê e Software Público. Eu uso em 4 sites de clientes e agradeço muito à equipe web do MinC pelo bom trabalho.

** = Recomendo enfaticamente a leitura de Para Entender a Internet, organizado pelo Juliano Spyer e com mais de 40 autores craques em internet e cibercultura.

Para entender a internet – Lançamento do livro

Eu ainda não li o livro Para Entender a Internet, mas já recomendo, tanto pelo time de autores, como por ser organizado pelo Juliano Spyer, que além de autor do blog Não Zero e criador do Diretório das Mídias Sociais no Brasil, é uma das minhas referências no que concerne web e inteligência coletiva. E é “di grátis”.

Para Entender a Internet – Noções, Práticas e Desafios da Comunicação em Rede, o livro

O livro foi pensado para dar uma boa noção sobre conceitos e implicações da internet em diversas áreas e conta com textos de 38 autores que escreveram sobre temas como privacidade, wikis, comunidades, blogs, negócios, redes sociais, software livre, direito, creative commons, fotografia, etc. e, segundo o post de divulgação, busca ser relevante tanto para leitores com pouca intimidade com web, quanto para usuários, estudantes e profissionais experientes. Considerando o gabarito e experiência dos autores, acredito que seja bem isso mesmo.

“Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

www.naozero.com.br/para-entender

Para Entender a Internet, o lançamento

Sobre o lançamento, é interessante notar que é uma aplicação prática de muitos temas abordados no livro, que, além de ser lançado em PDF e distribuído via internet, terá um evento de lançamento online, via Twitter. Com a vantagem de que depois rola uma cerveja no Exquisito(*).

Resumindo, nesta terça (dia 17), às 18 horas (horário de Brasília) vou disponibilizar pelo Twitter o link para o site e para fazer o download do livro. Naturalmente, todos os autores têm conta no Twitter e serão convidados especiais para essa conversa. Não sei se isso já foi feito e nem o que vai acontecer, mas, no mínimo, vamos ter um bate-papo com quem quiser saber mais sobre esse projeto.

www.naozero.com.br/para-entender

Portanto, fiquem ligados no twitter do Spyer, hoje às 18h00 ( www.twitter.com/jasper ). E assim que eu pegar o link, publico aqui. Lembrando que é “di grátis”.

Segue o link do livro http://paraentenderainternet.blogspot.com/

Aproveitem.

* : Provavelmente não poderei participar dessa celebração etílica-gastronômica coletiva, pois além de reuniões no horário, a idéia de ir para a região da Paulista com a tempestade que está formando aqui em cima da minha cabeça não me agrada. Mas garanto aos presentes no Exquisito que beberei algumas Erdingers e Bohemia Weisses em homenagem ao livro e seus autores.

Video colaborativo do Capital Inicial, o Montage e o “quem não faz, toma.”

Sabe aquela estória de “quem não faz, toma”? Pois é, minha vida é recheada de casos assim. Preciso encontrar investidores loucos, parceiros mais corajosos, ou eu tomar vergonha e ser mais competente no D.I.Y.

Vi no CHMKT um repique do post do Mlog sobre vídeo colaborativo do Capital Inicial, de 2008. Provavelmente já devem ter feito algo bem antes, mas eu dei a idéia na comunidade do duo eletrônico Montage em setembro de 2006 e ninguém deu bola. Pensei em fazer algo eu mesmo, mas acabei deixando de lado.

Mensagem minha no fórum da banda/duo Montage, em 05 de setembro de 2006.

“…uma maldita dor de dente, que nem a bebedeira de sábado e posterior ressaca de domingo, nem o benflogim curou, me impediu de ir.

Mas falando do principal, o vídeo, tenho uma sugestão.

Em tempos de web 2.0, conteúdo colaborativo, comunidade e talz, e aproveitando que vocês ainda são uma banda com um contato bem próximo com o público, por quê não convocam a galera a ajudar a montar um clipe?

3 ou 4 sujeitos com uma mini-dv ou mesmo uma cybershot de alta (média) resolução consegueriam captar uma música inteira em vários ângulos e perspectivas. Imagine uma galera, cada um fazendo seus 15, 30 segundos de clipe do Montage.

A banda entraria, “praticameeeeente”*, só com o trabalho de “praticameeeeente” captar o áudio, “praticameeeeente” decente, e “praticameeeeeente” editar os vídeos fontes.

Original na comunidade Montage,no Orkut

Trecho do post no CHMKT em 5 de fevereiro de 2009:

Capital Inicial e as Mídias Sociais

Post bem interessante do Mlog:

Criação musical coletiva

A banda brasileira Capital Inicial está testando um modo inédito de gravar clipes: ao invés dos tradicionais processos, chama o público dos shows para gravar e depois monta com as imagens captadas pelos fãs. É o chamado clipe de mídia social.

A primeira tentativa foi em novembro de 2008, com a música Dançando com a Lua, que recebeu mais de 500 colaborações de vários fãs em diversas cidades brasileiras. Obviamente, está disponível no YouTube.

original em http://chmkt.blogspot.com/2009/02/post-bem-interessante-do-mlog-criacao.html

Post do Mlog, em 02 de Fevereiro de 2009:

Criação musical coletiva

Isso é que eu chamo de criação coletiva! Interessante ver os comentários sobre o vídeo. Acredito que esse tipo de iniciativa alimenta ainda mais a fidelidade dos fãs à sua banda favorita.

Realmente, mudamos a forma como se produzem produtos da indústria fonográfica.

Moral da estória/história: teve idéia? Vai lá e faz. Não espere ninguém e quebre tudo.

Celso Bessa, ouvindo D.I.Y., do KMFDM.

Monty Python 2.0 – John Cleese em Blog, Twitter e Podcast

Adoro o Monty Python. A inteligência e o sarcasmo do grupo formado pelo falecido Graham Chapman e por John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones e Michael Palintransformaram o humor televisivo e cinematográfico com o programa Monty Python Flying Circus e os filmes Em Busca do Cálice Sagrado, O Sentido da Vida e A Vida de Brian.

Para deleite dos fãs, a trupe tem uma presença online forte e marcante (com excessão do finado Graham Chapman, é claro), refletindo a inteligência e o sarcasmo típicos as esquetes do grupo. Além de um site cheio de conteúdo bacana, Python Online, possuem um canal oficial no YouTube com direito a filme ironizando os expectadores que “roubaram” os vídeos dos Pythons, que sempre foram sucessos de audiência lá.

É difícil escolher um Python preferido, mas se tivesse que escolher, ficaria entre o Eric Idle e John Cleese, cuja genialidade pode ser conferida também em ferramentas online e sociais bacanas como blog, podcast e o Twitter.

Os links seguem abaixo. Divirtam-se e “always look on the bright side of your life“:

Always Look on the Bright Side of Life

(Eric Idle)

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you’re chewing on life’s gristle
Don’t grumble, give a whistle
And this’ll help things turn out for the best…

And…always look on the bright side of life…
Always look on the light side of life…

If life seems jolly rotten
There’s something you’ve forgotten
And that’s to laugh and smile and dance and sing.
When you’re feeling in the dumps
Don’t be silly chumps
Just purse your lips and whistle – that’s the thing.

And…always look on the bright side of life…
Always look on the light side of life…

For life is quite absurd
And death’s the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin – give the audience a grin
Enjoy it – it’s your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life’s a piece of shit
When you look at it
Life’s a laugh and death’s a joke, it’s true.
You’ll see it’s all a show
Keep ‘em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

And always look on the bright side of life…
Always look on the right side of life…
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life…
Always look on the bright side of life…
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life…
(I mean – what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing – you’re going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life…