Cena do sexto episódio da série Falling Skies.
“Educação é uma proteção melhor da Liberdade que um exército montando guarda.“
(“Education is a better safeguard of Liberty than a standing army falling skies“)
#ficadica
Uma interessante apresentação, em inglês, do Near Future Laboratory sobre as relações entre os militares e a indústria de entretenimento americana.
Abaixo, um infográfico da apresentação.
Via Beyond the Beyond e em inglês.
Fechando o assunto sobre o lançamento do livro Cabeça Tubarão no site Omelete.
Enviei um e-mail para o Érico Borgo, um dos editores do site, comentando sobre a campanha e ele gentilmente respondeu opinando sobre a relação entre publicidade e conteúdo jornalístico. Segue abaixo o meu e-mail e logo depois o dele.
to: Érico Borgo
date: Oct 30, 2007 10:05 AM
subject: Re: Cabeça Tubarão n’OmeleteOlá Érico.
Primeiro, obrigado pelo livro, novamente.
Sobre a campanha, preciso dizer que gostei muito do formato e execução, mas no final, me senti meio ambíguo em relação à integração do conteúdo à publicidade, pois condenei isso recentemente em meu blog, na campanha do Citroën C4 Pallas. Não acredito que seja a mesma coisa, mas tem mais ou menos o mesmo princípio. Acabei colocando esse dilema no meu blog e gostaria de saber a sua opinião, e talvez da Joana, da Companhia, sobre isso. Além de ficar honrado, acho que seria positivo para o debate.
Segue o link: http://celsobessa.wordpress.com/2007/10/30/lancamento-do-cabeca-tubarao-no-omelete/
‘braços, saúde e sucesso.
Celso Bessa
E a resposta dele:
to: Celso Bessa
date: Oct 30, 2007 6:38 PM
subject: Re: CabeçaTubarão n’OmeleteO jogo foi uma idéia nossa. Eles nos procuraram para uma campanha e me deram o livro pra ler. Temos como princípio distanciamento total entre conteúdo e publicidade (note que todas as campanhas de filmes no Omelete têm críticas isentas – alguns com notas baixíssimas, caso do Jogos Mortais IV, por exemplo, que anunciou aqui e, mesmo assim, foi detonado pelo crítico), mas, pela primeira vez, achei que seria legal integrar.
Afinal, primeiro eu li e adorei o livro. Ele tem a cara do Omelete! Depois, o “vendi” aqui, pois achei que ele merecia uma chance maior junto aos leitores que o típico banner da vez. Não sou publicitário, sou editor, e imaginei que seria uma maneira bacana de anunciar de maneira mais divertida e inteligente, e colocar o leitor dentro daquele universo.
Só tivemos um e-mail questionando e reclamando da mistura, mas mesmo esse entendeu nossos motivos e, ao final, admitiu que divertiu-se. Os demais só elogiaram. De qualquer forma, esse tipo de impacto acontece só uma vez, portanto provavelmente não vamos voltar a usar o formato (afinal, também não somos um site de jogos).
[ ]´s
Érico Borgo
Rapidinho.
A campanha mencionada no último post – com características de viral, ARG e integrada ao conteúdo do site Omelete – tratava-se do lançamento do livro Cabeça Tubarão, de Steven Hall.
Me sinto meio ambíguo em relação a campanha.
Por um lado, achei muito bacana (especialmente por ter sido um dos ganhadores), bem executada e integrada, embora eu estivesse esperando mais do final.
Por outro, me questiono:
Condenei aquela campanha de lançamento do Citroën C4 Pallas por sua integração sem limite ao conteúdo de portal informativo – aquela infame notícia sobre a queda do asteróide 2Pallas. Será que, com esta campanha de lançamento do livro Cabeça Tubarão, o Omelete, que para mim é referência de qualidade em jornalismo sobre entretenimento, não comete o mesmo “pecado” e coloca em xeque a imparcialidade da resenha sobre o livro, já que o mesmo site também foi o veículo de propaganda?
PS: Adorei a capa do livro, tanto na versão gringa quanto na versão brasileira.