YouTube Video Identification + Adsense Video Units: mais um golpe na publicidade tradicional

“Is the end of the TV as we know it, and i feel fine!” (*)

Acabei de ver no blog oficial do Google, no post Latest content ID tool for YouTube, que a ferramenta de identificação de conteúdo do YouTube mencionanda aqui e no CyberTV está oficialmente online, em fase beta.

A ferramenta vai permitir que empresas ou pessoas que detêm direitos autorais sobre vídeos possam ter mais controle sobre material de sua “propriedade” que esteja no YouTube. Interessante notar que apesar de ter dado essa ferramenta poderosa, o Google está estimulando que os “donos” do conteúdo protegidos por copyright repensem suas políticas ao oferecer 3 possibilidades a eles: bloquear o acesso ao conteúdo, promovê-lo ou ainda monetizar os vídeos através de anúncios. E isso poucos dias após também disponibilizarem o Adsense Video Units para promotores de conteúdo e veículos em vídeo nos EUA e em inglês.

Eu aposto que poucos vídeos serão removidos e que em breve a oferta de conteúdo oficial vai crescer, muito.

E mais ainda: com anúncios relevantes em conteúdos sob demanda, num ambiente com conexões razoáveis e uma cultura de utilização de ciberspaço crescente para consumo, criação e distribuição de conteúdo televisivo, o modelo de TV e propaganda televisiva está fadado a um sequência de infartes em muito, muito breve.

Se vai sobreviver eu não sei. Mas eu vou deixar meu terno preto preparado.

‘braços

* = trocadinho entre o título do estudo The end of the TV as we know it e a música Is the End of the World as We Know it (And I Feel Fine) da banda americana R.E.M.

Post-It: Mogulus. Mais uma plataforma para produzir e transmitir vídeos na internet

Mogulus, plataforma online para produção, edição e transmissão de vídeo. Parece interessante e vem se juntar ao YouTube + YouTube Remixer e também ao Ustream.tv para estimular a revolução da mídia das massas para a massas, a mídia coletiva. (Heil to WeMedia!).

Pena que ainda não liberaram o meu acesso à versão beta 1.2.

Links relacionados:

Dica da publicitária Carla Rafaela. Aliás, está procurando emprego, se alguém tiver uma vaga, envie para o e-mail do Post-Its que eu encaminho para ela: celsobessapostits[arroba]gmail.com

‘braços

Post-It: Web x TV. A televisão será morta pela internet?

Está lá no Blue Bus, hoje:

IBM vê a internet avançando sobre a TV como midia de entretenimento 14:44

Uma pesquisa da IBM realizada em 5 países – EUA, Inglaterra, Japao, Alemanha e Australia – indica que o tempo que os consumidores dedicam a internet está avançando para tomar o lugar da TV como principal midia para entretenimento. 19% dos pesquisados disseram que passam 6 horas ou mais por dia usando a web, mas apenas 8% responderam o mesmo sobre a TV. Por outro lado, 66% informaram que assistem de 1 a 4 horas de TV por dia – contra 60% que passam a mesma quantidade de tempo envolvidos com a internet. 22/08

Mas na verdade, a IBM já está antenada a isso há algum tempo. Inclusive sugerindo a seus clientes envolvidos com o mercado de televisão que atentem para essa mudança do consumidor em um estudo que publicaram em 2004 chamado The end of TV as we know it: A future industry perspective (O fim da TV como conhecemos: uma perspectiva do futuro da indústria, em português). Aliás, usamos este estudo no grupo de estudos CyberTV – Estudos sobre televisão e cibercultura, como mencionado no post O fim da TV como conhecemos e Apple TV e também no primeiro relatório do grupo, que pode ser lido: www.cybertv.blog.br/relatorio-televisao-e-cibercultura/.

Se a TV vai morrer mesmo eu não sei, mas que é uma excelente oportunidade para publicitários, editores de conteúdo, governantes, educadores, digamos a sociedade em geral, evoluir, isso não dá para negar.

‘braços

Post-It: O vídeo daquele casal maroto está proibido novamente

Como diria o Rouxinol: “Cicarai!”

Não deu nem para ficar alegre por muito tempo: já proibiram aquele vídeo maroto, feito por aquele paparazzi maroto, daquele casal maroto (composto por aquela modelo e apresentadora marota e aquele executivo maroto do Merryl Lynch), naquela praia espanhola marota. Está lá no portal Estadão.com: Justiça retoma proibição de vídeo de Cicarelli.

Mas como sei que só tem gente marota na internet, esse vídeo deve ter se multiplicado mais ainda nesse período. Só espero que os marotos do Google não termine logo aquela ferramenta marota de identificação de vídeo no YouTube, que mencionei no CyberTV dias atrás, ou vão acabar tirando esse tipo de material automaticamente e a garotada marota ficará desapontada.

:-)

‘braços marotos

Celso, maroto à Bessa

Technorati tags: bloqueioaoyoutube, burlarbloqueioaoyoutube, daniela+cicarelli, daniella+cicarelli, youtube, you+tube, desobedienciacivil e desobediencia+civil

[editado em 02 de julho de 2007 às 01h05 para correção de ortografia e digitação]

Youtube Remixer – edição de vídeo online

O Google está mesmo a fim de eliminar um monte de ferramentas do desktop.

Estava escrevendo um texto para o CyberTV e cheguei até o Youtube Remixer, uma ferramenta muito bacana – ainda em testes – que permite a edição de vídeos online.

Óbvio que não é voltado para profissionais, mas tenho certeza que veremos muito vídeo criativo por aí. E essa ferramenta também abre um possibilidade muito grande para a democratização da expressão. Imaginem um telecentro que, ao invés de investir em um parque de computadores parrudos e programas caros de edição, investe de forma mais inteligente numa conexão banda larga, computadores que suportem essa ferramenta de edição online e oficinas de criatividade. Se O Youtube criar um suporte direto a vídeos a partir das câmeras digitais ou celulares, fica mais interessante ainda.

Imagino que dentro em breve terão opções mais avançadas da edição, pois há um banner da Adobe no site Youtube Remixer sobre o Adobe Premier Elements, voltado ao mercado de vídeo doméstico e a interface do Remixer utilizar Adobe Flash, que me leva a supor que todo o backend é feito em Adobe Flex, e como a Adobe está investindo pesado no Flex e no conceito de RIA (Rich Internet Applications, ou aplicações internet ricas), me leva a supor que está participando ativamente do projeto e este pode crescer bastante.

Para os desenvolvedores que estão interessados em desenvolver algo com Flex, RIA e Web 2.0, seria ótimo ficar de olho e notar que o mais importante é que o projeto acrescente valor para realmente fazer sentido usar Flex ou qualquer outra tecnologia vistosa e chamá-lo de Rich.

Jabá de Leve (pode chamar de publicidade)

A BRQ é distribuidora exclusiva no Brasil da linha de produtos Enterprise da Adobe, composta por LiveCycle e Flex. Para mais informações, visite: www.brq.com/portugues/pressreleases-20060518-adobe-00.htm