Post-It Otimista: Galera Solidária e Gotas de Flor

Ainda falta educação, cultura, amor e riqueza – nos sentidos mais amplos que existem – para a maioria da população, mas eu realmente que alguma ações pequenas, e nem tão pequenas assim, podem fazer algo de positivo pelo Brasil.

Como a Galera Solidária, um projeto que apoio já há algum tempo e que todo ano, em dezembro, distribue roupas, brinquedos e alimentos em comunidades carentes, asilos e orfanatos. Aliás, as fotos da distribuição de 2007 foram colocadas no ar ontem de noite e se vocês visitarem, conhecerem mais, divulgarem e participarem do projeto, vai contribuir para fazer algo que começou bem pequeno ficar ainda maior.

Assim como eu espero que minha participação na festa e distribuição de brinquedos que a BRQ fez no centro social Gotas de Flor com Amor na semana das crianças se torne algo maior e eu me torne um voluntário regular lá.

Então, se você tiver um tempinho, um recurso material ou um talento, dê uma mãozinha também. Certamente ela será uma mãozona.

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Do Campus Party ao Seriado Heroes. Da velha mídia à (des)inteligência coletiva.

Coluna de Márcio Machado, no BlueBus, hoje, sobre uma guerra entre os blogueiros e o jornalismo da velha guarda, no Campus Party:

O bate papo iniciou de forma doce, com Suzana Apelbaum falando sobre “o impacto das sociedades em rede no mundo publicitário”. Suzana detalhou oportunidades e ameaças para as marcas neste novo cenário e apresentou um case da NBC com o seriado Heroes, onde o roteiro é escrito de forma colaborativa com os fans da série.

Sou entusiasta e pesquisador de inteligência coletiva, comunidades digitais e ferramentas colaborativas, mas este pode ser um motivo do seriado Heroes ter perdido tanta qualidade, em especial na confusa segunda temporada. Minha experiência e pesquisa mostra que na maioria dos casos onde há ambiente de produção ou atuação colaborativo ou comunitário, as maiores dificuldades são manter a coesão do grupo ou qualidade dos resultados, e as dificuldades aumentam quanto mais heterogêneo é o grupo. E com essa onde de colaborativo, a tentação de deixar tudo na mão da comunidade sem uma forma de mediação ou controle, e a de tudo degringolar, maior ainda.

A Vida Secreta e o lado B de todos nós

Todos nós temos um Lado B, que, como nos antigos compactos brasileiros ou nos singles estrangeiros, pouca gente conhece, mas normalmente esconde pérolas ou a verdadeira essência do artista, da pessoa. Na indústria musical, muitas vezes é o onde aparece o que é reprimido pelas forças do mercado, pela falta de tempo na gravação e produção, et cetera. Nas pessoas, é onde aparece o que é reprimido pela sociedade, pela família, pelas regras da comunidade, do trabalho, da escola.

Como nossa sociedade é um tanto conservadora e repressora também no que diz respeito a sexo, muitas de nossas características ou desejos não-sexuais reprimidos se manifestam também no sexo. Assim, como já demonstravam os clássicos gregos, Shakespeare, Freud e Nelson Rodrigues, o sexo deixa de ser apenas a busca pelo prazer e se torna uma forma de manifestar o que reprimimos, nosso Lado B, e a vida sexual se torna nossa vida secreta.

Tempos atrás, conheci o blog Me and My Secret Life – Not Authorized Biography, onde a B. falava de sua vida secreta. O blog foi crescendo, muita gente passou a se identificar com os textos ou pedir ajuda e, de certa forma, passou a ser uma comunidade. Foi então que B. decidiu que era hora de deixar de ser apenas um blog onde ela contava as peripécias sexuais dela e passar a dar dicas práticas, ajudar as pessoas a lidarem com seu lado B e repensar o comportamento da sociedade em relação ao sexo. Deixou de ser apenas A Vida Secreta dela e passou a ser a biografia não-autorizada de todos nós.

O site ainda está em versão experimental e em testes, mas já é um prato cheio. Leia e mostre seu lado B também: www.avidasecreta.com.br

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