Vídeo: Sinestesia e o som por uma artista surda

Batutíssimo o vídeo com a obra da artista surda Christine Sun Kim no blog Moda Sem Frescura, que criou uma instalação onde ela pode VER e SENTIR o som que ela nunca ouviu: www.modasemfrescura.com/2012/10/25/sentidos-trocados/

Acho que a maioria das pessoas falha ao não explora todos os seus sentidos – baseando-se principalmente na visão e audição para perceber o mundo – e, mais ainda, ao não explorar a combinação entre os sentidos, não usar e abusar de sinestesia e imaginação. e melômano que passa 24 horas ouvindo e VENDO música na cabeça, imagina o quão bacana achei este vídeo.

Christine Sun Kim

Christine Sun Kim: Eu quero explorar o som sem uma interpretação mediada do que o som é.

Artesãos do Corpo – 10 anos de palco e rua – Exposição fotográfica de Fábio Pazzini

O camarada Fábio Pazzini, um dos autores do blog Arte Simbiótica, está com exposição na Galeria Olido (veja mapa), entre os dia 05 e 14 de junho. Na exposição, fotos da Companhia Artesãos do Corpo, que o Pazzini fotografa já há uns três anos (outra relação simbiótica dele?).

Ótima dica para os fotógrafos e entusiastas da fotografia que estiverem em São Paulo nos próximos dias.  

Segue abaixo o convite da exposição.

Aproveitem!

É com muito prazer que anuncio mais uma exposição de fotos minhas. Mais uma vez é o resultado de uma parceria que já dura mais de 3 anos com a Cia. Artesãos do Corpo. Dessa vez estamos comemorando os 10 anos de existência da companhia e montamos uma exposição com fotos de cada um dos espetáculos montados por eles ao longo desses anos, e que foram fotografados por mim nesses últimos 3 anos e pouco.

É uma exposição com a cara da companhia, pois está montada no corredor de passagem que é a própria Galeria Olido. Aos olhos de todos os que vão especialmente para ver, mas também às vistas de quem só está de passagem, trazendo um pouco de arte ao movimentado centro da cidade.

Convite da Exposição Fotográfica de Fábio Pazzini - Artesão do Corpo, 10 anos de palco e rua. Na Galeria Olido, em São Paulo.

Convite da Exposição Fotográfica de Fábio Pazzini - Artesão do Corpo, 10 anos de palco e rua. Na Galeria Olido, em São Paulo.

Design, Xintoísmo e a Alma das Coisas

Sempre fui um cara que valorizou mais o ser do que o ter. E muitas vezes, fico abismado com o nível de apego que muitas pessoas têm por certos objetos – seja um iPhone, uma BMW, um helicóptero, uma calça ou uma camiseta em especial. Ao mesmo tempo, olhando para o meu umbigo, muitas vezes me pego pensando, um pouco assustado, sobre a atração que uma interface ou objeto bem desenhado e funcional, exerce sobre mim.

O que poderia causar esta relação forte entre pessoas e objetos? Posso levanta várias suposições, mas hoje vi um post com um vídeo que me fez pensar que talvez seja uma questão espiritual, uma questão de energia.

A Alma das Coisas

Estava lendo o post A Alma das Coisas, no Blog Do Eugênio / Meu Jeito, uma ação da Brastemp para a linha Brastemp You e vi o trailer de um documentário que parece muito legal, Objectified, sobre design industrial. Parece que o documentário dá uma perspectiva bacana sobre design, em especial de objetos, e mostra o esforço e comprometimento envolvidos em criar um objeto de massa bonito e bacana.

E o título do post, A Alma das Coisas, me lembra de algumas idéias e conceitos que li há alguns anos sobre Xintoísmo, quando comecei estudar filosofias/crenças orientais, e que lembrei quando li o livro As Leis da Simplicidade, do John Maeda. E essas idéias e conceitos, embora não tenham mudado minha filosofia ou crenças, aumentaram muito o meu respeito pelo trabalho de artesãos e designeres, ao me fazer perceber o quanto colocam de energia, cuidado e um pouco de sua alma, junto à “alma” do que produzem.

O Xintoísmo é uma religião tipicamente japonesa, que tem fortes inclinações animistas: ou seja, atribui a objetos, seres e elementos uma alma ou energia vital. Às vezes até mesmo sentimentos. E de certa forma, isso explica o respeito que a cultura japonesa tem, de forma generalizada, para com os objetos e coisas.

Vejamos um pouco do que a Wikipédia nos conta sobre Xintoísmo e Animismo:

Xintoísmo

“O Xintoísmo, constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animista [...] Existem kami [divindades] ligados a fenómenos meteorológicos (chuva, vento (Fujin), trovão…), e kamis associados à vida humana (vestuário, transportes, ofícios, etc.).

Animismo

“O termo Animismo foi cunhado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na sua obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). Pelo termo Animismo, ele designou a manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de “ânima”, que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma. Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: “Todas as coisas são Vivas”, “Todas as coisas são Conscientes”, ou “Todas as coisas têm ânima”.”

John Maeda, no seu livro As Leis da Simplicidade, nos dá uma visão mais pessoal no trecho onde ele elocubra sobre as relações entre esta crença, a cultura nipônica e o design japonês:

Sentir e Sentir Empatia: Aichaku

Quando crescemos, minhas filhas e eu aprendemos que tudo em nosso ambiente, incluindo objetos inanimados, possuía um espírito vivo que merecia respeito. “Mesmo uma xícara?”, perguntávamos. “Mesmo uma mesa?”, “Mesmo o papelzinho que embrulha o chiclete?” “Mesmo a casa em que vivemos?” A resposta sempre foi: “Sim”.

De acordo com o esse rígido código de vida, se eu pegar uma folha de papel em branco, amassá-la e jogá-la fola, mereço ser punido. Eu estaria negando a existência do papel para tarefas úteis e a vingança divina resultaria desse meu desrepeito demonstrado ao papel. O sistema de crença da minha família foi baseado na forma extrema do xintoísmo, que é uma antiga tradição japonesa de animismo.

[...]

O modernismo é o movimento de design que levou à aparência industrial clean de muitos objetos de nosso ambiente. Ele rejeitou o ornamento desnecessário em favor da exposição da verdade de um objeto por meio das matérias-primas que o produzem. A rica tradição japonesa de objetos de madeira e argila, quase perfeitos, manufaturados, parece construída com base nos mesmos princípios do modernismo. No entanto, uma faceta oculta do design japonês é esse tema animístico. As superfícies laqueadas com precisão de uma bento box japonesa são mais do que fina produção; essas superfícies – e as bento boxes que elas compõem – são essencialmente vivas. A caixa inanimada está de acordo com sua própria existência espiritual. Pode haver um apego emocional natural à força vital do objeto que é uma espécie de ornamentação profunda e oculta conhecida apenas por aqueles que conseguem senti-la.

Aichaku é o termo japonês para o sentimento de apego que uma pessoa sente por um artefato [...] É um tipo de amor simbiótico por um objeto que merece afeição não pelo que faz, mas pelo que é. Reconhecer a existência do aichaku em nosso ambiente construído ajuda-nos a aspirar a criar design de artefatos pelos quais pessoas irão sentir empatia e também cuidar e possuir durante a vida inteira.

Costumo dizer que metade da beleza de uma mulher é sua postura, que acredito ser a forma como ela comunica ao mundo como é seu espírito. E talvez beleza seja justamente isto: traduzir em forma física aquilo que está na alma.

E você, como vai traduzir a sua?

Projeto Manada – Álbum Urbanidades

Rap de responsa? Pegada musical forte, pesada e vigorosa? Crônicas Urbanas?

O camarada Prizma (que tem cara de marrento ranzinza mas é só ranzina e gente boa) prometeu que teria tudo isso no primeiro álbum do Projeto Manada, Urbanidades, e cumpriu.

Quem quiser conferir os sons do álbum, que acabou de ser lançado pode encontrar no MySpace ( www.myspace.com/projetomanada ), na Trama Virtual, no Blip.fm, e no site oficial do Projeto Manada ( www.projetomanada.com.br ), onde pode-se também encontrar informações de shows e onde encontrar o álbum para comprar. E nesse link aqui (no blog Greed Eyes America), pode-se ler uma crítica bacana do álbum no post O Peso da Manada.

Preparem os ouvidos e aproveitem.

Pôster do Álbum Urbanidades, do grupod e Rap Projeto Manada, mostrando os integrantes numa esquina de São Paulo, à frente de alguns elefantes.

Muppets, Muppets, Muppets – Beaker canta Beethoven

Mais uma vez, deixo claro minha admiração pela competência técnica da Jim Henson Company e o quanto sou fã do trabalho do finado Jim Henson, especialmente Os Muppets.

Beaker cantando (ou solfejando) Ode à Alegria, de Beethoven
(Muppet Beaker sings Ode to Joy, by Beethoven