Zodíaco mudou. Mude você também.

Então é assim: mudaram o zodíaco (astrologia, não o filme!) e eu não faço mais aniversário.

Se as pessoas perguntarem quando é meu aniversário, vou dizer: “não faço aniversário.”

E se me perguntarem minha data de nascimento, digo: “entre o dia 1 de Janeiro e 31 de dezembro de um ano entre 1970 e 1980.”

Lógico que por razões burocráticas, tecnológicas ou simplesmente onde fizer sentido, vou informar a data. Mas sabe o que é? Cansei.

Cansei de pessoas dizendo coisas como: “ah, só podia ser de _______”. Ou “Sabia que você era _______” e dizem um signo do tal zodíaco.

Na verdade, o que cansei foi das pessoas me reduzirem a um rótulo, a uma noção pré-concebida de mim. E de me tratarem como se soubessem tudo de mim por ter uma lido uma lista de características associadas a este rótulo. Aliás, cansei também das pessoas se reduzirem assim.

Somos muito mais que um rótulo. Mais que um signo do zodíaco, do horóscopo maia, chinês ou arábe. Mais também que o rótulo de “é homem”, “é brasileiro”, “é paulista”, “é pobre”, “é rico”, “é nerd”, “é branco”, “é preto”, “é pardo”, é isso ou aquilo.

Entendo que colocarmos uma etiqueta em nós mesmos e em outras às vezes é necessário, para orgnização, mas reduzir uma pessoa a um rótulo é – desculpe a falta de tato – burro. Eu sou um indivíduo e já está de bom tamanho, não me reduzam a menos que isso.

Aliás, não se reduzam a menos que isso também. Somos todos indivíduos e mais que ser deste ou aquele signo, que ser homem ou mulher, que ser _____ ou _____, isso ou aquilo. Muito mais.

Infelizmente, não tenho como esconder muita das coisas tolas que usam para me reduzir, mas data de nascimento, eu não tenho. Daqui por diante, a data de hoje é tão boa quanto amanhã e não muda nada.

Um rótulo a menos, eu espero.

E feliz aniversário para mim.

Folha de São Paulo, desculpe a nossa falha!

Se eu estiver errado, desculpe a minha falha. Mas creio que está mais que provado que a Folha de São Paulo não sabe brincar – no sentido literal ou no figurado – sobre qualquer coisa que seja sobre liberdade de expressão, liberdade de imprensa equilíbrio e transparência, ao ameaçar judicialmente o site paródia Desculpe a Nossa Falha/Falha de São Paulo, editado pelo jornalista Lino Bocchini.

Então, se você acredita em liberdade de imprensa e expressão, proponho que faça algo além de reclamar que, ao meu ver, é tão importante quanto o caso Wikileaks:

  1. Se inteirar do caso Desculpe a Nossa Falha. Que, apesar de tecnicamente não ser um caso de censura, sem dúvida é um caso de abuso de poder econômico com a intenção de censurar.
  2. Conversar sobre isso com quem puder, principalmente se conheecer pessas públicas e políticos.
  3. Comente disto em seu blog ou site e siga a próxima dica.
  4. Faça um link no seu blog para o www.desculpeanossafalha.com.br . Mas faça em cima do nome Folha de São Paulo e negritado, pois assim, você aumenta as chances do caso do Lino ganhar visibilidade no Google e atrair mais gente em defesa desta causa. Logo abaixo tem um código html que você pode copiar e colocar no seu blog (entre em modo de edição HTML) e fazer o código certinho. Além de outras intruções.
  5. Para ajudar nessa coisa do Google, remova os links para site da Folha. Se realmente precisar linkar, edite html e acrescente rel=”nofollow” na tag do link.
  6. Usar os termos Folha ou Folha de São Paulo no título ou subtítulo, repetí-los no texto e nas tags e descrições também ajuda.
  7. Por fim, não vacile e não use o logo do jornal Folha de São Paulo, nem modificado, ou você abre um brecha para retaliação.

E bora, pois, parafraseando o slogan de um certo jornal: Não dá para não fazer.

HTML do link para o caso Falha de São Paulo

Código HTML para criar um link para o Folha/Falha de São Paulo/Desculpe a Nossa Falha e ajudá-lo a ganhar visibilidade.

<strong><a title=”A Folha de São Paulo e ações injustas contra a Falha de São Paulo / Desculpe nossa Falha” rev=”vote-for” href=”http://desculpeanossafalha.com.br/”>Folha de São Paulo</a></strong>

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