Para entender a internet – Lançamento do livro

Eu ainda não li o livro Para Entender a Internet, mas já recomendo, tanto pelo time de autores, como por ser organizado pelo Juliano Spyer, que além de autor do blog Não Zero e criador do Diretório das Mídias Sociais no Brasil, é uma das minhas referências no que concerne web e inteligência coletiva. E é “di grátis”.

Para Entender a Internet – Noções, Práticas e Desafios da Comunicação em Rede, o livro

O livro foi pensado para dar uma boa noção sobre conceitos e implicações da internet em diversas áreas e conta com textos de 38 autores que escreveram sobre temas como privacidade, wikis, comunidades, blogs, negócios, redes sociais, software livre, direito, creative commons, fotografia, etc. e, segundo o post de divulgação, busca ser relevante tanto para leitores com pouca intimidade com web, quanto para usuários, estudantes e profissionais experientes. Considerando o gabarito e experiência dos autores, acredito que seja bem isso mesmo.

“Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

www.naozero.com.br/para-entender

Para Entender a Internet, o lançamento

Sobre o lançamento, é interessante notar que é uma aplicação prática de muitos temas abordados no livro, que, além de ser lançado em PDF e distribuído via internet, terá um evento de lançamento online, via Twitter. Com a vantagem de que depois rola uma cerveja no Exquisito(*).

Resumindo, nesta terça (dia 17), às 18 horas (horário de Brasília) vou disponibilizar pelo Twitter o link para o site e para fazer o download do livro. Naturalmente, todos os autores têm conta no Twitter e serão convidados especiais para essa conversa. Não sei se isso já foi feito e nem o que vai acontecer, mas, no mínimo, vamos ter um bate-papo com quem quiser saber mais sobre esse projeto.

www.naozero.com.br/para-entender

Portanto, fiquem ligados no twitter do Spyer, hoje às 18h00 ( www.twitter.com/jasper ). E assim que eu pegar o link, publico aqui. Lembrando que é “di grátis”.

Segue o link do livro http://paraentenderainternet.blogspot.com/

Aproveitem.

* : Provavelmente não poderei participar dessa celebração etílica-gastronômica coletiva, pois além de reuniões no horário, a idéia de ir para a região da Paulista com a tempestade que está formando aqui em cima da minha cabeça não me agrada. Mas garanto aos presentes no Exquisito que beberei algumas Erdingers e Bohemia Weisses em homenagem ao livro e seus autores.

Design, Xintoísmo e a Alma das Coisas

Sempre fui um cara que valorizou mais o ser do que o ter. E muitas vezes, fico abismado com o nível de apego que muitas pessoas têm por certos objetos – seja um iPhone, uma BMW, um helicóptero, uma calça ou uma camiseta em especial. Ao mesmo tempo, olhando para o meu umbigo, muitas vezes me pego pensando, um pouco assustado, sobre a atração que uma interface ou objeto bem desenhado e funcional, exerce sobre mim.

O que poderia causar esta relação forte entre pessoas e objetos? Posso levanta várias suposições, mas hoje vi um post com um vídeo que me fez pensar que talvez seja uma questão espiritual, uma questão de energia.

A Alma das Coisas

Estava lendo o post A Alma das Coisas, no Blog Do Eugênio / Meu Jeito, uma ação da Brastemp para a linha Brastemp You e vi o trailer de um documentário que parece muito legal, Objectified, sobre design industrial. Parece que o documentário dá uma perspectiva bacana sobre design, em especial de objetos, e mostra o esforço e comprometimento envolvidos em criar um objeto de massa bonito e bacana.

E o título do post, A Alma das Coisas, me lembra de algumas idéias e conceitos que li há alguns anos sobre Xintoísmo, quando comecei estudar filosofias/crenças orientais, e que lembrei quando li o livro As Leis da Simplicidade, do John Maeda. E essas idéias e conceitos, embora não tenham mudado minha filosofia ou crenças, aumentaram muito o meu respeito pelo trabalho de artesãos e designeres, ao me fazer perceber o quanto colocam de energia, cuidado e um pouco de sua alma, junto à “alma” do que produzem.

O Xintoísmo é uma religião tipicamente japonesa, que tem fortes inclinações animistas: ou seja, atribui a objetos, seres e elementos uma alma ou energia vital. Às vezes até mesmo sentimentos. E de certa forma, isso explica o respeito que a cultura japonesa tem, de forma generalizada, para com os objetos e coisas.

Vejamos um pouco do que a Wikipédia nos conta sobre Xintoísmo e Animismo:

Xintoísmo

“O Xintoísmo, constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animista [...] Existem kami [divindades] ligados a fenómenos meteorológicos (chuva, vento (Fujin), trovão…), e kamis associados à vida humana (vestuário, transportes, ofícios, etc.).

Animismo

“O termo Animismo foi cunhado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na sua obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). Pelo termo Animismo, ele designou a manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de “ânima”, que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma. Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: “Todas as coisas são Vivas”, “Todas as coisas são Conscientes”, ou “Todas as coisas têm ânima”.”

John Maeda, no seu livro As Leis da Simplicidade, nos dá uma visão mais pessoal no trecho onde ele elocubra sobre as relações entre esta crença, a cultura nipônica e o design japonês:

Sentir e Sentir Empatia: Aichaku

Quando crescemos, minhas filhas e eu aprendemos que tudo em nosso ambiente, incluindo objetos inanimados, possuía um espírito vivo que merecia respeito. “Mesmo uma xícara?”, perguntávamos. “Mesmo uma mesa?”, “Mesmo o papelzinho que embrulha o chiclete?” “Mesmo a casa em que vivemos?” A resposta sempre foi: “Sim”.

De acordo com o esse rígido código de vida, se eu pegar uma folha de papel em branco, amassá-la e jogá-la fola, mereço ser punido. Eu estaria negando a existência do papel para tarefas úteis e a vingança divina resultaria desse meu desrepeito demonstrado ao papel. O sistema de crença da minha família foi baseado na forma extrema do xintoísmo, que é uma antiga tradição japonesa de animismo.

[...]

O modernismo é o movimento de design que levou à aparência industrial clean de muitos objetos de nosso ambiente. Ele rejeitou o ornamento desnecessário em favor da exposição da verdade de um objeto por meio das matérias-primas que o produzem. A rica tradição japonesa de objetos de madeira e argila, quase perfeitos, manufaturados, parece construída com base nos mesmos princípios do modernismo. No entanto, uma faceta oculta do design japonês é esse tema animístico. As superfícies laqueadas com precisão de uma bento box japonesa são mais do que fina produção; essas superfícies – e as bento boxes que elas compõem – são essencialmente vivas. A caixa inanimada está de acordo com sua própria existência espiritual. Pode haver um apego emocional natural à força vital do objeto que é uma espécie de ornamentação profunda e oculta conhecida apenas por aqueles que conseguem senti-la.

Aichaku é o termo japonês para o sentimento de apego que uma pessoa sente por um artefato [...] É um tipo de amor simbiótico por um objeto que merece afeição não pelo que faz, mas pelo que é. Reconhecer a existência do aichaku em nosso ambiente construído ajuda-nos a aspirar a criar design de artefatos pelos quais pessoas irão sentir empatia e também cuidar e possuir durante a vida inteira.

Costumo dizer que metade da beleza de uma mulher é sua postura, que acredito ser a forma como ela comunica ao mundo como é seu espírito. E talvez beleza seja justamente isto: traduzir em forma física aquilo que está na alma.

E você, como vai traduzir a sua?

Video colaborativo do Capital Inicial, o Montage e o “quem não faz, toma.”

Sabe aquela estória de “quem não faz, toma”? Pois é, minha vida é recheada de casos assim. Preciso encontrar investidores loucos, parceiros mais corajosos, ou eu tomar vergonha e ser mais competente no D.I.Y.

Vi no CHMKT um repique do post do Mlog sobre vídeo colaborativo do Capital Inicial, de 2008. Provavelmente já devem ter feito algo bem antes, mas eu dei a idéia na comunidade do duo eletrônico Montage em setembro de 2006 e ninguém deu bola. Pensei em fazer algo eu mesmo, mas acabei deixando de lado.

Mensagem minha no fórum da banda/duo Montage, em 05 de setembro de 2006.

“…uma maldita dor de dente, que nem a bebedeira de sábado e posterior ressaca de domingo, nem o benflogim curou, me impediu de ir.

Mas falando do principal, o vídeo, tenho uma sugestão.

Em tempos de web 2.0, conteúdo colaborativo, comunidade e talz, e aproveitando que vocês ainda são uma banda com um contato bem próximo com o público, por quê não convocam a galera a ajudar a montar um clipe?

3 ou 4 sujeitos com uma mini-dv ou mesmo uma cybershot de alta (média) resolução consegueriam captar uma música inteira em vários ângulos e perspectivas. Imagine uma galera, cada um fazendo seus 15, 30 segundos de clipe do Montage.

A banda entraria, “praticameeeeente”*, só com o trabalho de “praticameeeeente” captar o áudio, “praticameeeeente” decente, e “praticameeeeeente” editar os vídeos fontes.

Original na comunidade Montage,no Orkut

Trecho do post no CHMKT em 5 de fevereiro de 2009:

Capital Inicial e as Mídias Sociais

Post bem interessante do Mlog:

Criação musical coletiva

A banda brasileira Capital Inicial está testando um modo inédito de gravar clipes: ao invés dos tradicionais processos, chama o público dos shows para gravar e depois monta com as imagens captadas pelos fãs. É o chamado clipe de mídia social.

A primeira tentativa foi em novembro de 2008, com a música Dançando com a Lua, que recebeu mais de 500 colaborações de vários fãs em diversas cidades brasileiras. Obviamente, está disponível no YouTube.

original em http://chmkt.blogspot.com/2009/02/post-bem-interessante-do-mlog-criacao.html

Post do Mlog, em 02 de Fevereiro de 2009:

Criação musical coletiva

Isso é que eu chamo de criação coletiva! Interessante ver os comentários sobre o vídeo. Acredito que esse tipo de iniciativa alimenta ainda mais a fidelidade dos fãs à sua banda favorita.

Realmente, mudamos a forma como se produzem produtos da indústria fonográfica.

Moral da estória/história: teve idéia? Vai lá e faz. Não espere ninguém e quebre tudo.

Celso Bessa, ouvindo D.I.Y., do KMFDM.

Vagas para deficientes na Intervet/Schering-Plough

Acabei de receber via o e-mail de alerta do Vagas.com com diversas vagas para deficientes na Intervet/Schering-Plough. Interessados, acessem o site www.vagas.com e procure pelo processo/vaga 161141. Para saber mais sobre a Intervet/Schering-Plough, a clique aqui

Seguem informações do e-mail.

A Intervet/Schering-Plough Saúde Animal é uma das maiores empresas de saúde animal no Brasil e no mundo. A empresa está presente no dia-a-dia do produtor, dos criadores e dos veterinários com produtos e serviços apoiado por especialistas que oferecem as melhores soluções para saúde, produtividade e bem-estar animal.

A fim de ampliar seu programa de inclusão de pessoas com deficiência, anuncia a contratação de:

Coordenador de Território

Necessário formação em Veterinária e experiência na função:

  • Pecuária – Fortaleza, São Luiz do Maranhão;
  • Avicultura – Goiânia ou Uberlandia;
  • Animais de Companhia – Campinas;
  • Suínocultura – Cascavel ou Toledo.

Farmacêuticos (local de trabalho: Cotia):

  • Supervisor de Controle de Qualidade;
  • Analista de Controle de Qualidade;
  • Analista de Garantia da Qualidade.

Finanças (local de trabalho: Cotia):

  • Supervisor de Custos;
  • Analista Contábil.

Comércio Exterior/Logítica (local de trabalho: Cotia):

  • Analista de Importação & Exportação;
  • Comprador.

Veterinária (local de trabalho: Cotia):

  • Gerente de Produto – Avicultura.

Cruzeiro (interior de São Paulo):

  • Analista de Qualificação de Fornecedores – necessário formação em Farmácia e Bioquímica e experiência na função.