Rapidinho.
A campanha mencionada no último post – com características de viral, ARG e integrada ao conteúdo do site Omelete – tratava-se do lançamento do livro Cabeça Tubarão, de Steven Hall.
Me sinto meio ambíguo em relação a campanha.
Por um lado, achei muito bacana (especialmente por ter sido um dos ganhadores), bem executada e integrada, embora eu estivesse esperando mais do final.
Por outro, me questiono:
Condenei aquela campanha de lançamento do Citroën C4 Pallas por sua integração sem limite ao conteúdo de portal informativo – aquela infame notícia sobre a queda do asteróide 2Pallas. Será que, com esta campanha de lançamento do livro Cabeça Tubarão, o Omelete, que para mim é referência de qualidade em jornalismo sobre entretenimento, não comete o mesmo “pecado” e coloca em xeque a imparcialidade da resenha sobre o livro, já que o mesmo site também foi o veículo de propaganda?
PS: Adorei a capa do livro, tanto na versão gringa quanto na versão brasileira.
Não gosto desses joguinhos de marketing que estão na moda hoje. É muito intertexto, muito interdiscurso, muito hiperlink, enfim, muita frescura.
Mas o que mais me incomoda é que é muita mentira disfarçada de mistério. Prova disso foi, há alguns meses, a propaganda do Sentra (é só um dos exemplos que me vêm à mente). Inventaram uma banda e fingiram que ela de fato existia para justificar o injustificável (o carro tem, sim, cara de tiozão) e depois desmentiram a tal banda como se nada tivesse acontecido.
Não concordo. Não gosto. Prefiro a propaganda clara, objetiva, verdadeira.
Abração,
Pablo.
Hmmmm….eu faço parte daqueles que optaram para “Matrix”…..jogo de azar…..
:-)
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