Escrevi um tempo atrás, em duas versões, como exercício de linguagem. É um trabalho em progresso, estas versões estão sob licença Creative Commons e ficam como penúltimo post do ano.
Versão 1
Guardei um botão de Gérbera num daqueles livros que sempre dou um lida.
Guardei para aprender a lidar com a lembrança que a Gérbera continha.
Sempre que eu relia o livro, relia a Gérbera, revivia e tornava à lida.
Um dia, do botão de Gérbera, faltava uma pétala, depois outra, a cada lida.
Me livrei de cada uma. A lidar com as lembranças, também da Gérbera, tadinha.
Tornei a ler meu livro, a Gérbera não mais vivia e eu tornava à vida.
Versão 2
Guardei um botão de Gérbera num daqueles livros que sempre dou um lida.
Guardei para aprender a lidar com a lembrança que a Gérbera continha e sempre que eu relia aquele livro, relia a Gérbera, a revivia e depois tornava à lida.
Um dia, no botão de Gérbera, faltava uma pétala. E depois outra e outra a cada lida. Sumiu uma por uma e por fim sumiu também a Gérbera, tadinha.
Tornei a ler meus livros e se a Gérbera não mais vivia, eu tornava à vida.





Publicado por Argumentos contra o copyright, por Fernand Alphen. Viva o Creative Commons! « Celso Bessa Post-its em 15, 03, 2007 às 18:11
[...] Gérberas e livros [...]