Mais 2 acréscimos à discussão que começou nesse post.
- Na Folha Online: “Sem outdoors, políticos invadem muros”
- No Blue Bus: “Mas o projeto Kassab nao trata de poluiçao visual“
Na matéria da Folha, chamo atenção para 2 pontos:
- O péssimo exemplo dado por nossos políticos.
- Importante notar que os painéis dos Gêmeos foram autorizados pelos donos e são considerados obras de arte. Entretanto, também é importante lembrar que o espaço é público e muita gente não gosta de grafite pode considerá-lo poluidor também. Eu gosto de grafite, mas se for em nome de uma melhoria dos espaço comunitário, pode proibir também.
Sobre o comentário feito pelo leitor do Blue Bus, Victor Calegari. Eu concordo que é uma apropriação da administração pública, que deveria zelar pelo espaço público, não usá-lo como ferramenta de faturamento e controle político. Entretanto, não consigo dissociar mídia externa de poluição visual. Basta dar uma olhada nas fachadas, placas e assemelhados na Rua Teodoro Sampaio ou alguns exageros “artísticos” na Alameda Gabriel Monteiro da Silva – assunto também tratado no projeto de lei da prefeitura, ou passear pela 23 de Maio, pela Juscelino Kubitschek, Brigadeiro Luís Antônio, Faria Lima e outras grandes avenidas em São Paulo para ver a balburdia, a “cacofonia visual” que impera. Do ponto de vista da comunicação, diria que existe mais ruído que mensagem nessa comunicação.
Outro ponto que o Calegari chama atenção e que eu concordo, e que comentei na primeira postagem que escrevi sobre o assunto, é a necessidade de cobrarmos mais de nossos legisladores, de participar mais da administração pública, que é também a administração de nossa vida, não é?
Que o diga essa comerciante, Kátia Rugolo, que revitalizou uma praça pública no bairro da Penha.
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